terça-feira, abril 20, 2010

"... Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas... Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo. A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente... não voltará mais."
Mario Quintana

segunda-feira, abril 12, 2010

Sentimentos também viajam pelo túnel do tempo

24/11/04
POESIA BOA É A QUE SE ESCREVE CHORANDO

Eu quero alguém que seja lindo, tão lindo que sua beleza não salte aos olhos de qualquer um, mas que se mostre a mim em cada gesto, em cada movimento, em pequenas características que tornem esta beleza um segredo íntimo.

Eu quero alguém que não esteja me procurando, e por quem eu não precise procurar. Mas que quando nossos olhares se cruzarem tenha certeza de que não sou mais uma, e que não tenha medo deste sentimento, e nem tente dominá-lo, e que também não tente convertê-lo em palavras.

Eu desejo alguém que saiba aproveitar cada segundo de felicidade, e que pense no presente muito mais que no futuro. Eu quero alguém que me tire o fôlego, e me faça rir, e ria de mim sem me intimidar, e que me faça gargalhar quando me leva a sério, e eu desejo que haja muita diversão em nossa vida.

Quem eu quero não precisa ser alto, nem baixo, nem gordo, nem magro, mas tem que me ver como a mais linda das mulheres, sabendo que deve cuidar de mim, mas não pode ter medo de me machucar.

Eu desejo alguém que tire o medo da minha vida, e que me abrace forte como a uma criança, mas que nunca me faça sentir frágil.

Quem eu quero precisa de mim, e sua vida nunca mais será a mesma depois de me encontrar, e me amará tanto quanto a si mesmo, e será capaz de mudar tudo por mim, mas não mudará nada, sabendo que eu não desejo a mudança, e sim a complexidade de ser dois, e ser um só.

Meu amor me dirá sempre a verdade, mas não precisará responder a todas as minhas perguntas, e com ele aprenderei a perguntar menos, e a compreender mais.

Se o amor vier, que venha em sua forma mais plena, para que eu possa ser tão feliz quanto sou.

quinta-feira, março 25, 2010

Invadiram meu bolso

Thelma Regina de Andrade esqueceu o recibo da biblioteca no bolso da minha calça.
Tudo o que sei sobre ela é que estuda no Centro Universitário São Judas Tadeus, retirou um livro no dia 8 de setembro de 2009 e está interessada no desenvolvimento do Brasil desde Getúlio Vargas até Lula.
Como o recibo foi parar lá, eu não sei. Sei que gostamos do mesmo tipo de calças. Ou não. Ela bem pode ter trocado justamente por não ter gostado... vai saber.

segunda-feira, março 22, 2010

Fonte

Sede de cultura, água daquela fonte que nunca seca, alimento que nunca sacia, prazer que nunca se esgota e nunca nos abandona.

quinta-feira, março 18, 2010

Música

Eu acho que as músicas, como as lembranças, ficam guardadas em um cantinho especial de nossa mente (ou seria de nosso coração?). Ali, quietinhas, elas esperam pelo dia em que farão algum sentido, e aí sim merecerão ser lembradas...

Há mais de 10 anos eu não ouvia, nem lembrava, da música que agora não sai da minha cabeça. Eu não gosto muito dela, nem ouvi recentemente, mas, de uma hora para outra, ela começou a tocar na minha cabeça e, acreditem, fez todo o sentido para mim...

quarta-feira, março 17, 2010

São como são

Os meus defeitos são inaceitáveis.
Os seus, apenas trejeitos, penduricalhos.
"Eu sou assim e pronto", ele disse. Se quiser gostar de mim, que seja do jeito que sou.
Ela, enlouquecia. Cada gesto, cada palavra, era uma tentativa de tentar agradá-lo, de ser para ele algo que ela não era.
“Não posso mais ficar com você, pois nossas personalidades não combinam”, ele disse.
Confusa, ela já não sabia se era ela que não combinava com ele, ou se era aquela outra, a nova, que tinha nascido após este encontro.

segunda-feira, março 15, 2010

Às vezes parece que me tiraram o chão
Às vezes parece que me tiraram o ar
Em certos momentos, sinto que me devolveram a vida
Só me resta permitir que estes momentos durem, me devolvendo o chão, me devolvendo o ar...

sexta-feira, março 12, 2010

Amar é...

Lembra daquele versinho da infância que dizia: "Amar é nunca ter que pedir perdão." ?
Quando a gente cresce, descobre que era uma grande mentira.

Amar é saber pedir perdão.

Mais do que isto, amar é saber perdoar.

quarta-feira, março 10, 2010

Desejo

Eu quero a sina de um artista de cinema,
Eu quero a cena onde eu possa brilhar,
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso onde eu possa me afogar...

terça-feira, março 09, 2010

Sem ensaio

A vida é um grande rascunho. Você até vai tentar fazer o melhor que pode, mas dificilmente ficará satisfeito com o resultado.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

A influência da TV

Esta noite eu sonhei com a novela. Até aí, nada demais. Não seria a primeira vez que isto acontece. Além disto, eu não seria a primeira que, além de acompanhá-la diariamente, dedica boa parte de seus pensamentos – ainda que noturnos – a lembrar e relembrar a trama.

O problema é que eu não assisto à novela. Desde que vim morar sozinha, há pouco mais de um mês, ainda não comprei uma televisão. O que ia ser um item primordial, o primeiro na lista da fase dois da montagem da casa (a fase um incluiu pintura, armários e cozinha completa), caiu diversas posições na lista de prioridades. Perdeu feio para a máquina de lavar (tenho certeza de que eu e ela seremos grandes amigas), para o sofá e para a cama. Chego a pensar se, depois que eu tiver tudo isto, ainda vou querer uma televisão.

Mas, mesmo assim, eu sonhei com a novela. Sonhei que a mãe da Luciana dava um berro ao descobrir que a Dora estava na cama com o Marcos. Sonhei que a Luciana corria pela praia aos prantos pensando em como a vida dela estava difícil (tá bom vai, só no meu sonho mesmo para uma tetraplégica correr pela praia…). Sonhei com diversas cenas de sexo entre Dora e Marcos que, pasmem, tinha um corpo bem familiar.

Eu sempre tive sonhos criativos. Meu namorado diz que meu sonhos são super-produções. Além de terem histórias malucas e complexas, há ainda a riqueza de detalhes e as cenas impecáveis. Há sonhos dos quais me lembro há muito tempo. Foram como novelas que assisti um dia, e das quais nunca me esqueci. A diferença é que das novelas eu me esqueço.

Se eu já estava questionando a necessidade de ter uma televisão antes disto, agora me pergunto ainda mais. Além de ter esquecido de fato prá que ela serve (pela internet eu acompanho as notícias, pelos meus sonhos eu acompanho – ou invento – a novela, Lost eu baixo pela internet e, o que mais passa mesmo?), ainda fiquei assustada com o poder de influência dela em minha vida. Normal sonhar com a novela quando você a assiste diversas vezes por semana. Mas quando uma novela que eu não assisto e não gosto rouba o espaço reservado para as minhas próprias histórias, aquelas que invento baseada na minha própria vivência, e não na vivência da Aline Moraes ou do José Wilker, sinto que algo está errado. Uma influência que, para mim, passou do limite e invadiu um dos últimos espaços onde ninguém conseguia anunciar. Aviso aos publicitários: Eu juro que se colocarem merchandising no meu próximo sonho eu vou cobrar. E caro.
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Há coisas que só a vida de quem mora sozinha faz por você. Exemplo? Acordar às 6h da manhã (ou melhor, às 5h, já que o horário de verão acabou de acabar), ligar o computador e escrever um texto pro blog, sem ninguém te perguntar o que foi, o que está escrevendo, porque já acordou, se não vai dormir mais etc etc… Ver o dia amanhecer da varanda e o céu de São Paulo passar de vermelho para azul também não foi nada mau. Para o meu dia ficar perfeito só faltava descobrir que o wireless do vizinho funciona perfeitamente aqui…

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Mar de livros

Às vésperas da viagem à praia, e vendo a pilha de livros a serem lidos diminuir, ela voltou a fuçar na biblioteca da mãe. Doce lembrança da infância, que espera nunca deixar para trás. Alguns livros foram lidos quando pequena, na mesma casa de praia que a espera agora. Outros estão na fila há muito anos, representando os sonhos que têm em comum a menina e a mulher, mesmo às vésperas dos 29 anos. 29 anos que irá comemorar como no costume de criança. Na praia com a mãe.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Perda

A gente sabe que as pessoas vão e vêm.
Nascer é azul e rosa bebê. Tem bexigas, flores, presentes e chocolates.
Morrer é cinza. É tabu. Nele, ou não se fala, ou se inventa. A gente crê que seja céu, que seja azul. Mas falar, pensar, esperar, ah, isto ninguém quer.
Quantas pessoas já passaram pela sua vida? Por que não ficam? Mortas no mesmo mundo, viraram sombras daquilo que foram. Deixaram marcas.
De quantas pessoas, que nem sabem meu nome, que nunca se lembrarão de mim, eu ainda me lembro?
Ficaria feliz se, ao menos uma, de quem eu não me lembre, em mim pensasse agora.
Este texto me faz lembrar Luísa. Minha melhor amiga de infância. Talvez tenha durado meses, poderiam ter sido dias. Mas ali, naquele círculo amarelo, onde esperávamos a professora nos buscar, eu acreditei que seria prá sempre. Hoje vejo que de fato é. Luisa foi uma das primeras a passar, a ir embora. Tantas outras vieram. Triste pensar que quem está aqui hoje, amanhã não mais estará.
De fato, o vazio dói. A ausência machuca. O incompleto faz lembrar quem foi, e temer pelo dia em que você também irá.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Morando sozinha

Pretendo escrever em breve sobre a aventura de morar sozinha. Enquanto isto, deixo um trechinho roubado do blog http://bananasemeloes.blogspot.com. É que ele resume bem as primeiras sensações desta experiência. Então, lá vai:

"Então é isso aí! Com tudo pronto, agora é só curtir a vida sozinho! Dormir no sofá, andar pelado pela casa, tomar leite direto da caixa, sair e não ter hora pra chegar... Mas e a louça na pia, a comida acabando, o lixo acumulando, a roupa suja se amontoando, a poeira fazendo rolinhos e andando pela casa...? É, camarada, a vida solo é dura! Devia ter pensado nisso antes de botar as patinhas pra fora de casa!"

Terra boa

São Paulo é mais que garoa. É tempestade.
Intensidade.
Intensa cidade.
É céu aberto. Mesmo quando encoberto.
É show ao ar livre. É ser livre.
Parabéns, minha cidade.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Trabalho, casa, sofá, TV, pijama.
Quanto de nós cabe nesta rotina?
Tire algo de mim, e te direi quem sou.
Tire tudo de mim, e te direi o tamanho do meu vazio.
Não me preencha com esta rotina, me deixe com meu vão.
Rotina vã.
Hoje li sobre um casal que vive sem geladeira e sem televisão. Eles moram afastados da cidade. Não compram nada supérfluo.
Qual o tamanho do vazio deles? Com que preenchem?

quinta-feira, novembro 12, 2009

Puzzle

O mundo corporativo é um quebra-cabeças com milhões e milhões de peças.
Se você achar o seu lugar, o encaixe pode até ser perfeito...