Quando eu era mais nova, minha mãe vivia me falando uma frase que eu detestava ouvir. Sempre que eu queria sair, viajar, fazer algo diferente, eu ouvia: “Não há necessidade”.
À medida que fui crescendo, e enquanto minha mãe não olhava, eu fiz praticamente tudo o que queria. Coisas sem a menor necessidade. Mas com muita vontade.
Quando eu crescer mais, tem algo que não vou deixar de ensinar para minhas filhas.
Eu quero que elas saibam que, algumas coisas, embora sem necessidade, também não há problema nenhum em se fazer. O ponto é outro: são coisas que, simplesmente, não valem a pena.
"- Escrever não é falar. - Não? Qual a diferença? - É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardam. Se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer". (No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares)
terça-feira, julho 28, 2009
sexta-feira, julho 24, 2009
Que a vida é feita de ciclos, todo mundo sabe.
Um dia se está no topo. No outro nos sentimos derrotados.
O curioso é percebermos que não temos o menor controle sobre o ciclo em que se está.
Muitas vezes, realizados com o que temos, com tudo aquilo que conquistamos, um vazio nos toma e diz que este tudo não vale nada.
Outras vezes, ao chegarmos ao fundo do poço, somos tomados por uma sensação leve, uma brisa, que nos faz pensar que tudo está bem.
Talvez seja a leveza de não se sentir responsável. Como uma criança, não temos metas nem objetivos. Apenas o nada. E, como crianças, podemos planejar, sonhar, almejar, desejar, sem a preocupação de conquistar ou não. Apenas querer…
Às vezes eu quero tanto… às vezes eu só quero não querer.
Um dia se está no topo. No outro nos sentimos derrotados.
O curioso é percebermos que não temos o menor controle sobre o ciclo em que se está.
Muitas vezes, realizados com o que temos, com tudo aquilo que conquistamos, um vazio nos toma e diz que este tudo não vale nada.
Outras vezes, ao chegarmos ao fundo do poço, somos tomados por uma sensação leve, uma brisa, que nos faz pensar que tudo está bem.
Talvez seja a leveza de não se sentir responsável. Como uma criança, não temos metas nem objetivos. Apenas o nada. E, como crianças, podemos planejar, sonhar, almejar, desejar, sem a preocupação de conquistar ou não. Apenas querer…
Às vezes eu quero tanto… às vezes eu só quero não querer.
quinta-feira, julho 23, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Segunda-feira
Os astros alertam: mantenha-se afastada de pessoas. Ou melhor: de qualquer coisa que se mova.
terça-feira, março 17, 2009
Caminhos tortos
Quantas vezes uma mentira precisa ser contada para virar verdade? Para quem trabalha com relações públicas, a resposta pode ser diferente da resposta de uma mãe. Há quem diga que a verdade está acima de tudo. Há aqueles que dividem a mentira entre branca e preta.Uma vida sem mentira seria insuportável: Não, você não está bonita. Sim, você engordou mesmo. Seu trabalho não é bom, desculpe, mas você não tem capacidade.
Uma vida sem verdade seria insuportável. Como posso viver sem dizer o que sinto? Como posso viver sem saber o que você sente?
Há algum tempo, diria que a mentira é a pior atitude. A única imperdoável. A mais grave.
Hoje, pior do que a mentira, é a incapacidade de separar a mentira da verdade. As mentiras contadas mil vezes. Aquelas que, quem conta, já não sabe mais o que é. Aquela que faz com que você questione as verdades maiores, as suas verdades, e quase te convence a viver fingindo acreditar.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Brinde
Que venha 2009, e venha em sua plenitude.Que venham todos os anos novos, e venham por inteiro.
Que por inteiro sejamos em todos eles.
E por inteiro vivamos alegrias e frustrações.
Com frustrações vividas, sentidas, interiorizadas,busquemos mais forças para conquistar uma alegria a mais
Alegria saborosa. Alegria rica. Prazer intenso.
Já não importa se fugaz ou eterno.
O que é o tempo?
Já se foi 2008.
Que venha 2009.
segunda-feira, novembro 24, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
Lessons Learned
Lição de casa, prá ontem:
Tente!
O pior que vai acontecer é você não conseguir. Pelo menos, não levará consigo a culpa de não ter tentado.
:(
Tente!
O pior que vai acontecer é você não conseguir. Pelo menos, não levará consigo a culpa de não ter tentado.
:(
segunda-feira, maio 12, 2008
Festa no outro apartamento
Um vulcão. Um furacão.Um terremoto.
Sempre querendo seu outra. Sempre querendo ser mais.
Sorrindo por dentro, gargalhando.
Esperando acontecimentos. Prá sempre?
Eu espero... acontecimentos.
Só que, quando anoitece, é festa no outro apartamento.
Todo amor, vale o quanto brilha.
E o meu brilhava, e brilha de jóia e de fantasia.
E o que que há com nós dois, amor?
...
segunda-feira, janeiro 21, 2008
quarta-feira, dezembro 26, 2007
quarta-feira, novembro 21, 2007
Lei da oferta e da procura
A vida é como o mercado... para cada um, há um nicho. Respeite seu espaço, e você sempre será bem sucedido. Encontre sua especialidade... busque a sua realização... olhe menos para o lado. "Se você não pode ser o primeiro em sua categoria, crie uma categoria em que você possa ser o primeiro"...
terça-feira, julho 10, 2007
"Ideas are like metaphors. They are everywhere. Every issue of every newspaper, every casual conversation, every postcard, every commute to work, every cup of coffee is packed with ideas. Even if you've never written a word, you already have thousands of ideas bouncing around inside your skull. The trick is to figure out how to turn those ideas into a story. That's the hard part. And the fun part".
Pete Hautman
Pete Hautman
terça-feira, março 20, 2007
Uma música para o dia de hoje...
Put your records on
Three little birds, sat on my window
And they told me I don't need to worry.
Summer came like cinnamon ,so sweet,
Little girls double-dutch on the concrete.
Maybe sometimes,We’ve got it wrong, but it's alright.
The more things seem to change,the more they stay the same.
Oh, don't you hesitate.
Girl, put your records on,
tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
Blue as the sky,sunburnt and lonely.
Sipping tea in the bar by the road side.
(just relax, just relax)
Don't you let those other boys fool you.
Gotta love that afro hairdo.
Maybe sometimes,we feel afraid, but it's alright.
The more you stay the same,the more they seem to change.
Don't you think it's strange?
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
Just more than I could take,pity for pity's sake.
Some nights kept me awake,I thought that I was stronger.
When you gonna realize,that you don't even have to try any longer?
Do what you want to.
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.(go let your hair down)
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.(hope get your dreams)
Just go ahead, let your hair down. (Baby, let your hair down)
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans, (Sapphire and faded jeans)
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
Oh, You're gonna find yourself somewhere, somehow
Corinne Bailey Rae
Three little birds, sat on my window
And they told me I don't need to worry.
Summer came like cinnamon ,so sweet,
Little girls double-dutch on the concrete.
Maybe sometimes,We’ve got it wrong, but it's alright.
The more things seem to change,the more they stay the same.
Oh, don't you hesitate.
Girl, put your records on,
tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
Blue as the sky,sunburnt and lonely.
Sipping tea in the bar by the road side.
(just relax, just relax)
Don't you let those other boys fool you.
Gotta love that afro hairdo.
Maybe sometimes,we feel afraid, but it's alright.
The more you stay the same,the more they seem to change.
Don't you think it's strange?
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
Just more than I could take,pity for pity's sake.
Some nights kept me awake,I thought that I was stronger.
When you gonna realize,that you don't even have to try any longer?
Do what you want to.
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.(go let your hair down)
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.(hope get your dreams)
Just go ahead, let your hair down. (Baby, let your hair down)
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans, (Sapphire and faded jeans)
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
Oh, You're gonna find yourself somewhere, somehow
Corinne Bailey Rae
quinta-feira, março 08, 2007
Farsas solitárias
Eu queria escrever um texto sobre o Dia Internacional da Mulher. E não ia ser um texto sobre a mudança do papel da mulher na sociedade, nem sobre o fato de ganharmos menos do que os homens, e eu também não falaria sobre o tão importante tema da violência contra a mulher.
Porque estes fatos, e estes dados, me soam tão distantes que mal posso opinar. Porque eu fui criada por duas mulheres 40 anos mais velhas do que eu, que sempre trabalharam. Porque meu pai morreu quando eu tinha 5 anos e mal deixou lembranças. Porque eu tenho um irmão sete anos mais velho que hoje, quando telefono prá ele em plena terça-feira à tarde, está em casa dando frutinha para seu filho, pois sua mulher está fora, trabalhando e estudando.
E foi um choque para mim sair no mundo, e descobri que as mulheres que acreditam que devam servir e agradar o homem não são lenda. Assim como não o são aquelas que querem ter um emprego só para se ocupar, mas que acham que as contas da casa são obrigação dele.
Eu queria escrever um texto sobre o ser-humano que somos, que nasce e tem que decidir prá onde vai e o que vai fazer, e pode ir ou ficar independentemente de ser homem ou mulher. E pode ser delicado ou grosseiro, e ter um amante do sexo oposto ou não, e pode tantas outras coisas.
Mas quando eu me vi atrasada para o trabalho (de novo), e tão distante de tudo que a minha suposta ausência de limitação me prometeu, e quando bati o pneu na guia e vi aquela calota rodar prá tão longe, eu esqueci sobre o que ia escrever e pensei: “Que bom que eu não estou sozinha”.
Porque estes fatos, e estes dados, me soam tão distantes que mal posso opinar. Porque eu fui criada por duas mulheres 40 anos mais velhas do que eu, que sempre trabalharam. Porque meu pai morreu quando eu tinha 5 anos e mal deixou lembranças. Porque eu tenho um irmão sete anos mais velho que hoje, quando telefono prá ele em plena terça-feira à tarde, está em casa dando frutinha para seu filho, pois sua mulher está fora, trabalhando e estudando.
E foi um choque para mim sair no mundo, e descobri que as mulheres que acreditam que devam servir e agradar o homem não são lenda. Assim como não o são aquelas que querem ter um emprego só para se ocupar, mas que acham que as contas da casa são obrigação dele.
Eu queria escrever um texto sobre o ser-humano que somos, que nasce e tem que decidir prá onde vai e o que vai fazer, e pode ir ou ficar independentemente de ser homem ou mulher. E pode ser delicado ou grosseiro, e ter um amante do sexo oposto ou não, e pode tantas outras coisas.
Mas quando eu me vi atrasada para o trabalho (de novo), e tão distante de tudo que a minha suposta ausência de limitação me prometeu, e quando bati o pneu na guia e vi aquela calota rodar prá tão longe, eu esqueci sobre o que ia escrever e pensei: “Que bom que eu não estou sozinha”.
quarta-feira, março 07, 2007
Assim não é, preste atenção
Baudrillard disse que a realidade já não existe e vivemos um permanente e conspiratório espetáculo de mídia. É verdade, porém o espetáculo já escapou aos palcos. Vivemos em uma daquelas peças interativas, em que não se sabe quem é ator e quem é platéia. Somos seres e personagens, atuando em nossa própria farsa.
segunda-feira, março 05, 2007
Alívio para as segundas-feiras
"... a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama..."
Por onde andei, Nando Reis
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama..."
Por onde andei, Nando Reis
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Realidade
Na vida a gente realiza algumas coisas, e outras não... e há aquelas que a gente nem percebe que realizou. Mas a gente não deixa de ser quem é só porque não realizou tudo... a gente é quem é, independentemente de qualquer coisa. =)
Loucura 10 X Normalidade 0
Eu me lembro do comecinho da faculdade de jornalismo, um dos primeiros dias de aula, quando um dos futuros profissionais mais “engajados” da classe (daqueles que têm devoção por Chico, são de esquerda, fumam maconha e odeiam assessoria de imprensa), começou a cantalorar o que, segundo ele, seria a música da nossa formatura: “Se eu sou muito louco, por eu sei assim, mais louco é quem me diz, e não é feliz, não é feliz...”
Naquele momento, início de 1999, todos com seus 17, 18, 19 anos, a Balada do Louco, dos Mutantes, parecia resumir tudo o que éramos e que seríamos, e ser louco era sinônimo de tantas outras coisas como ser engajado, ser culto, ser inteligente... ser jovem idealista e ser jornalista.
Naquela época, a atitude determinada de quem já sabia qual música deveria ser tocada dentro de quatro anos, como quem sabe o que será, pois não anseia a mudança e a evolução, já me pareceu um tanto arrogante.
Ao longo dos quatro anos, a pretensão de 160 adolescentes que queriam se destacar sendo mais loucos dos que os outros se tornou mais e mais insuportável, e ser normal passou a ser um prazer e um objetivo.
Oito anos se passaram... a loucura deu lugar à normalidade e a normalidade à loucura, e hoje, sem perceber ou fazer qualquer relação com o passado, percebi que a música que me define em meu perfil do orkut é a Balada do Louco...
E aos 26 anos, indo para o meu emprego em assessoria de imprensa de uma agência de publicidade, ouvia Raul Seixas no carro quando percebi que só quer ser louco quem é muito normal, assim como não há um normal que não tenha um tanto de loucura dentro de si...
“...Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim...
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno...
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura...
Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo...
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração...
E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou”
Raul Seixas, Meu Amigo Pedro
Naquele momento, início de 1999, todos com seus 17, 18, 19 anos, a Balada do Louco, dos Mutantes, parecia resumir tudo o que éramos e que seríamos, e ser louco era sinônimo de tantas outras coisas como ser engajado, ser culto, ser inteligente... ser jovem idealista e ser jornalista.
Naquela época, a atitude determinada de quem já sabia qual música deveria ser tocada dentro de quatro anos, como quem sabe o que será, pois não anseia a mudança e a evolução, já me pareceu um tanto arrogante.
Ao longo dos quatro anos, a pretensão de 160 adolescentes que queriam se destacar sendo mais loucos dos que os outros se tornou mais e mais insuportável, e ser normal passou a ser um prazer e um objetivo.
Oito anos se passaram... a loucura deu lugar à normalidade e a normalidade à loucura, e hoje, sem perceber ou fazer qualquer relação com o passado, percebi que a música que me define em meu perfil do orkut é a Balada do Louco...
E aos 26 anos, indo para o meu emprego em assessoria de imprensa de uma agência de publicidade, ouvia Raul Seixas no carro quando percebi que só quer ser louco quem é muito normal, assim como não há um normal que não tenha um tanto de loucura dentro de si...
“...Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim...
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno...
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura...
Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo...
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração...
E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou”
Raul Seixas, Meu Amigo Pedro
Assinar:
Postagens (Atom)



