"- Escrever não é falar. - Não? Qual a diferença? - É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardam. Se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer". (No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares)
quinta-feira, maio 16, 2013
Consistência
Algumas coisas podem encantar uma mulher. Sorrisos, abraços, palavras, atenção, carinho, inteligência, beleza. Mas, apenas uma característica define aqueles que queremos por perto. Caratér, integridade, sinceridade. Os nomes são muitos mas o fato é: sem isso, todo o resto não vale de nada...
quinta-feira, maio 09, 2013
quarta-feira, maio 08, 2013
sexta-feira, maio 03, 2013
Realeza
Dura o que
é verdadeiro
O que não
nos endurece
Flui como a
vida
Que não é
estancada
Energia boa
que não é preciso pedir para surgir
Calor do
sol, chuva boa, como é bom tudo o que é de graça
Risada
espontânea, gargalhada do bem
Dura o que
é preciso, o que é real
O que é
nosso
Não há bem
maior do que ser quem se é
Não há
maior riqueza do que a unicidade
Diferenças
que nos unem, amor que entrelaça
Laços de
afeto pela vida afora
Transformação
prometida
Promessas
sem fim...
segunda-feira, abril 15, 2013
Vida
A maturidade de saber quais brigas queremos comprar, e o que temos que aprender a ignorar para podermos ser feliz de verdade!!!
quinta-feira, abril 04, 2013
segunda-feira, abril 01, 2013
Como dizia o poeta
"Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão"...
(Vinícius de Moraes)
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão"...
(Vinícius de Moraes)
sexta-feira, março 22, 2013
Alquimia
O mundo não vai mudar, as pessoas não vão mudar, a gente não vai mudar.
Mas podemos, sim, mudar a forma como lidamos com ele, com elas, e com a gente mesmo.
A esta possibilidade nova de se encontrar, de se encarar, de se conviver, pode-se chamar de alquimia da vida, de mágica dos relacionamentos...
Mas podemos, sim, mudar a forma como lidamos com ele, com elas, e com a gente mesmo.
A esta possibilidade nova de se encontrar, de se encarar, de se conviver, pode-se chamar de alquimia da vida, de mágica dos relacionamentos...
segunda-feira, março 18, 2013
Carta para elas
Elas que foram tão grandes, tão doces, tão minhas.
Onde estão? Onde vão? Por que me deixam?
Desde aquele dia em que se foram, sou mais eu.
Sou mais só, mais inteira.
Sou, mas.
Onde estão? Onde vão?
Tão vãs.
Já não mais doces, tão amargas.
Tão sós em sua completude uniforme, tão pequenas.
Já vão tarde.
quarta-feira, março 06, 2013
Tu lês
A vida às vezes é como um livro que lemos sem muita atenção.
As páginas parecem não fazer sentido, mas tampouco faz sentido reler o que já passou.
Há que se prender às páginas novas, buscando assim um significado maior para o que vem ao final...
As páginas parecem não fazer sentido, mas tampouco faz sentido reler o que já passou.
Há que se prender às páginas novas, buscando assim um significado maior para o que vem ao final...
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Gratidão
"Não se deveria procurar saber como liquidar uma neurose, mas informar-se sobre o que ela significa, o que ela ensina, qual sua finalidade e sentido. Deveríamos aprender a ser-lhe gratos, caso contrario teremos um desencontro com ela e teremos perdido a oportunidade de conhecer quem somos.
Uma neurose estará realmente 'liquidada' quando tiver liquidado a falsa atitude do eu. Não é ela que é curada, mas ela que nos cura. A pessoa está doente e a doença é uma tentativa da natureza de curá-la". (C. G. Jung)
Uma neurose estará realmente 'liquidada' quando tiver liquidado a falsa atitude do eu. Não é ela que é curada, mas ela que nos cura. A pessoa está doente e a doença é uma tentativa da natureza de curá-la". (C. G. Jung)
terça-feira, fevereiro 05, 2013
Prá tudo tem jeito
Quando tudo parecer perdido, sempre haverá uma possibilidade no caminho do meio...
quinta-feira, janeiro 31, 2013
Poema prá esquecer
Cansada de tentar esquecer, ela decidiu lembrar.
Lembrar intensamente, lembrar por horas a fio.
Lembrar intensamente, lembrar por horas a fio.
Lembrar tanto, e com tanta força, que já não houvesse mais o que pudesse ser lembrado. Tirar uma vida para lembrar dos detalhes, para sentir novamente o cheiro, o gosto, o suor, o beijo.
Fechar os olhos e ouvir a voz, ouvir a voz mesmo de olhos abertos e deixar ela ecoar enquanto as lágrimas escorriam sem pressa de secar.
Talvez assim, quem sabe assim, ela pudesse entender, descobrir, desvendar o que havia nele que a fazia tornar-se cada vez mais ela mesma.
Talvez assim, quem sabe assim, ela pudesse entender, descobrir, desvendar o que havia nele que a fazia tornar-se cada vez mais ela mesma.
O que havia naquela mulher que já não existia mais, mas que precisava ser lembrado.
O que será que havia, meu Deus, nela hoje que só por ele havia aflorado.
Era uma tristeza aflorada.
Uma flor desabrochada.
Brochada.
Desfolhada.
Um rio que nunca mais seria navegado.
Viagem sem fim, sem volta, mar adentro.
Alma lavando e sendo lavada por uma água fluída e muito boa, um futuro lindo construído sobre um salto quebrado.
Aquele sorriso nunca mais será dado.
Que me desculpem os práticos, mas sofrer por amor é fundamental.
Um tanto de depressão faz dos poetas poetas.
O que será que havia, meu Deus, nela hoje que só por ele havia aflorado.
Era uma tristeza aflorada.
Uma flor desabrochada.
Brochada.
Desfolhada.
Um rio que nunca mais seria navegado.
Viagem sem fim, sem volta, mar adentro.
Alma lavando e sendo lavada por uma água fluída e muito boa, um futuro lindo construído sobre um salto quebrado.
Aquele sorriso nunca mais será dado.
Que me desculpem os práticos, mas sofrer por amor é fundamental.
Um tanto de depressão faz dos poetas poetas.
Quisera ter nascido fria, gélida, cinza.
Há de se pagar um preço alto por um pouco de cor nesta vida.
quarta-feira, janeiro 30, 2013
Agora é sério
De nada adianta Deus nos dar inteligência se não somos espertos o suficiente para usá-la. Às vezes eu me sinto burra como uma porta.
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Caminhemos
Cada um tem sua história, tem seu caminho, tem seus porquês
Cada um tem sua escolha errada, sua nova chance, seu novo começar
Nesta trajetória já não há mais certo nem errado, há apenas o que foi,
com tudo que teve de bom, de ruim, de péssimo, de triste, de alegre
Se não fosse por esta estrada eu não haveria chegado aqui... e é esta mesma estrada que há de me levar lá, lá onde devo chegar.
Cada um tem sua escolha errada, sua nova chance, seu novo começar
Nesta trajetória já não há mais certo nem errado, há apenas o que foi,
com tudo que teve de bom, de ruim, de péssimo, de triste, de alegre
Se não fosse por esta estrada eu não haveria chegado aqui... e é esta mesma estrada que há de me levar lá, lá onde devo chegar.
segunda-feira, janeiro 21, 2013
Alívio
É muito bom quando a gente descobre que não é responsável pela crise no Oriente Médio, pela chuva no fim do dia nem pela seca no Nordeste. A gente é responsável, quando muito, pela própria história, descontados os casos e acasos do destino.
quarta-feira, dezembro 12, 2012
Antes que o mundo acabe
Um novo ano
Um novo tempo
Uma nova oportunidade de fazermos mais do que nos faz bem
E menos do que não nos acrescenta em nada
Um momento oportuno para agradecermos por tudo de maravilhoso que aconteceu
E deixarmos para trás o mal que já passou
Erga agora as mãos para o céu e agradeça pelo que não saiu como o planejado
E por tudo aquilo que, inesperadamente, chegou à sua vida mostrando o que há de bom, o que há de belo, o que há de válido, neste plano e nos outros.
Obrigada, Senhor! Feliz 2013.
Um novo tempo
Uma nova oportunidade de fazermos mais do que nos faz bem
E menos do que não nos acrescenta em nada
Um momento oportuno para agradecermos por tudo de maravilhoso que aconteceu
E deixarmos para trás o mal que já passou
Erga agora as mãos para o céu e agradeça pelo que não saiu como o planejado
E por tudo aquilo que, inesperadamente, chegou à sua vida mostrando o que há de bom, o que há de belo, o que há de válido, neste plano e nos outros.
Obrigada, Senhor! Feliz 2013.
segunda-feira, dezembro 10, 2012
Plenitude
Todo mundo tem uma história para contar
Um amor para lamentar
Uma dor para ainda chorar
Todo mundo tem um medo para sentir
Uma ferida para curtir
Um amor para esquecer
Todo mundo tem uma sombra que persegue
Uma conquista que não chega
Um desejo que não é completo
Todo mundo tem num vazio impreenchível
Um sentimento inexplicável
Uma vontade de ser mais
Plenitude que não chega
A felicidade inesperada.
Um amor para lamentar
Uma dor para ainda chorar
Todo mundo tem um medo para sentir
Uma ferida para curtir
Um amor para esquecer
Todo mundo tem uma sombra que persegue
Uma conquista que não chega
Um desejo que não é completo
Todo mundo tem num vazio impreenchível
Um sentimento inexplicável
Uma vontade de ser mais
Plenitude que não chega
A felicidade inesperada.
segunda-feira, dezembro 03, 2012
segunda-feira, novembro 26, 2012
segunda-feira, novembro 19, 2012
O mal do século
Basta ligar a televisão, acessar a internet ou dar uma passada em uma livraria para encontrarmos algum conteúdo relacionado à depressão e/ ou à ansiedade.
Até pouco tempo atrás, não conseguia relacionar uma coisa a outra.
Via a depressão com a característica do ser apático, de quem não tem paixão ou vontade pela vida, e se entrega ao não viver.
Já a ansiedade, para mim, estava associada ao excesso de vontade, à empolgação excessiva, à vontade de estar à frente do tempo, de ir além antes da hora.
Foi a duras penas que aprendi que ambos sentimentos, características ou doenças, dependendo da definição ou do nível, estão sim relacionados.
Ansiedade e depressão são presentes na vida de quem não quer se adequar forçosamente à realidade. Uma não aceitação constante do que se é e do que se tem, e uma necessidade crescente de controle, vontade e eventual certeza de se ter super-poderes em tempos de incerteza constante.
Há algumas semanas, eu ria com uma amiga do provérbio que diz que se um problema não tem solução não se deve preocupar com ele e, se tem solução, tampouco, já que ela virá, à revelia de nossa vontade.
As semanas se passaram e, não sem resitência, passei a aceitar que, de fato, os problemas existem e existirão, mas que as soluções não estão em nossas mãos ainda que pretensiosamente acreditemos que sim.
Não fica difícil concluir que a felicidade é a entrega ao momento, sem pretensões para o futuro, ainda que sonhemos, planejemos, desejemos... A vida feliz é a vida com menos prepotência e mais entrega, com mais olhos fechados e menos planilhas, com mais amor.
Um aceitação profunda do que se é e do que se tem, sem passar pelo conformismo, mas com a certeza de que dias melhores e piores virão, e não será porque queremos ou algo fizemos, mas sim porque a vida assim o faz por nós.
Até pouco tempo atrás, não conseguia relacionar uma coisa a outra.
Via a depressão com a característica do ser apático, de quem não tem paixão ou vontade pela vida, e se entrega ao não viver.
Já a ansiedade, para mim, estava associada ao excesso de vontade, à empolgação excessiva, à vontade de estar à frente do tempo, de ir além antes da hora.
Foi a duras penas que aprendi que ambos sentimentos, características ou doenças, dependendo da definição ou do nível, estão sim relacionados.
Ansiedade e depressão são presentes na vida de quem não quer se adequar forçosamente à realidade. Uma não aceitação constante do que se é e do que se tem, e uma necessidade crescente de controle, vontade e eventual certeza de se ter super-poderes em tempos de incerteza constante.
Há algumas semanas, eu ria com uma amiga do provérbio que diz que se um problema não tem solução não se deve preocupar com ele e, se tem solução, tampouco, já que ela virá, à revelia de nossa vontade.
As semanas se passaram e, não sem resitência, passei a aceitar que, de fato, os problemas existem e existirão, mas que as soluções não estão em nossas mãos ainda que pretensiosamente acreditemos que sim.
Não fica difícil concluir que a felicidade é a entrega ao momento, sem pretensões para o futuro, ainda que sonhemos, planejemos, desejemos... A vida feliz é a vida com menos prepotência e mais entrega, com mais olhos fechados e menos planilhas, com mais amor.
Um aceitação profunda do que se é e do que se tem, sem passar pelo conformismo, mas com a certeza de que dias melhores e piores virão, e não será porque queremos ou algo fizemos, mas sim porque a vida assim o faz por nós.
segunda-feira, outubro 08, 2012
Sempre esteve ali
Redescobrindo funcionalidades que eu nem lembrava mais que existiam. No Notes e na vida... kkk
quinta-feira, outubro 04, 2012
Novos desafios
Depois de sacudir a Pollyana, chegou a hora de reanimar a workaholic que vive dentro de mim...
quinta-feira, setembro 27, 2012
O mundo é dos espertos
Ingenuidade. Agilidade. Malandragem.
Há uma linha tênue entre estas três características. Preciso logo aprender onde exatamente ela se localiza...
Há uma linha tênue entre estas três características. Preciso logo aprender onde exatamente ela se localiza...
quarta-feira, setembro 26, 2012
A vida é boa
Um dia você acorda e percebe que sua casa está fofa.
Que aquilo que você já achava que nunca mais iria acontecer aconteceu.
Que tudo o que parecia insolúvel começa a solucionar por si só.
Que o que doía muito hoje já não dói tanto
Passe de mágica, varinha de condão, calma... não importa.
É, a vida é boa...
Que aquilo que você já achava que nunca mais iria acontecer aconteceu.
Que tudo o que parecia insolúvel começa a solucionar por si só.
Que o que doía muito hoje já não dói tanto
Passe de mágica, varinha de condão, calma... não importa.
É, a vida é boa...
quarta-feira, setembro 19, 2012
terça-feira, setembro 18, 2012
segunda-feira, setembro 03, 2012
?
É divertido tomar consciência das nossas limitações.
Aprender a lidar com o incerto é um exercício totalmente novo. Pode ser agradável em algum momento, mas por hora me é angustiante e fonte de ansiedade, náusea, tremedeira e por aí vai.
Se ao menos eu estivesse certa de que o melhor caminho é o não planejado, mas nem esta segurança a vida nos dá...
quinta-feira, agosto 09, 2012
Integridade
in.te.gri.da.de
sf (lat integritate) 1 Qualidade do que é íntegro. 2 Inteireza moral, retidão, honestidade. 3 Imparcialidade. 4 Inocência. 5 Virgindade.
sf (lat integritate) 1 Qualidade do que é íntegro. 2 Inteireza moral, retidão, honestidade. 3 Imparcialidade. 4 Inocência. 5 Virgindade.
sexta-feira, julho 27, 2012
Vai na fé...
Não sabe, pergunte para quem sabe.
Não consegue revolver sozinho, peça ajuda.
Tá ruim assim? Faça algo para melhorar.
Quer chorar, chore, quer descansar, descanse, quer dormir, durma.
E, quando acordar, abra a janela e veja o dia, a noite, a vida linda que lhe espera lá fora.
E entenda que só haverá algo lindo lá fora se você despertar para o algo lindo que vive dentro de você, em sua mente e seu coração.
quinta-feira, julho 26, 2012
"Eu aprendi que, além do espírito dessa época, ainda está em ação outro espírito, isto é, aquele que governa a profundeza de todo o presente. O espírito dessa época gostaria de ouvir sobre lucros e valor. Também eu pensava assim e meu humano ainda pensa assim. Mas aquele outro espírito me força a falar apesar disso para além da justificação, de lucros e de sentido.
Cheio de vaidade humana e cego pelo ousado espírito dessa época, procurei por muito tempo manter afastado de mim aquele outro espírito. Mas não me dei conta de que o espírito da profundeza possui, desde sempre e pelo futuro afora, maior poder do que o espírito dessa época que muda com as gerações. O espírito da profundeza submeteu toda vaidade e todo orgulho à força do juízo. Ele tirou de mim a fé na ciência, ele me roubou a alegria da explicação e do ordenamento, e fez com que se extinguisse em mim a dedicação aos ideais dessa época. Forçou-me a descer às coisas mais simples e que estão em último lugar.
O espírito da profundeza tomou minha razão e todos os meus conhecimentos e os colocou a serviço do inexplicável e do absurdo. Ele me roubou fala e escrita sobre tudo que não estivesse a serviço disto, isto é, da interfusão de sentido e absurdo, que produz o sentido supremo.
Mas o sentido supremo é o trilho, o caminho e a ponte para o porvir. É o Deus que vem - não é o próprio Deus, mas sua imagem que se manifesta no sentido supremo. Deus é uma imagem, e aqueles que o adoram devem adorá-lo na imagem do sentido supremo.
(C.G. Jung)
Cheio de vaidade humana e cego pelo ousado espírito dessa época, procurei por muito tempo manter afastado de mim aquele outro espírito. Mas não me dei conta de que o espírito da profundeza possui, desde sempre e pelo futuro afora, maior poder do que o espírito dessa época que muda com as gerações. O espírito da profundeza submeteu toda vaidade e todo orgulho à força do juízo. Ele tirou de mim a fé na ciência, ele me roubou a alegria da explicação e do ordenamento, e fez com que se extinguisse em mim a dedicação aos ideais dessa época. Forçou-me a descer às coisas mais simples e que estão em último lugar.
O espírito da profundeza tomou minha razão e todos os meus conhecimentos e os colocou a serviço do inexplicável e do absurdo. Ele me roubou fala e escrita sobre tudo que não estivesse a serviço disto, isto é, da interfusão de sentido e absurdo, que produz o sentido supremo.
Mas o sentido supremo é o trilho, o caminho e a ponte para o porvir. É o Deus que vem - não é o próprio Deus, mas sua imagem que se manifesta no sentido supremo. Deus é uma imagem, e aqueles que o adoram devem adorá-lo na imagem do sentido supremo.
(C.G. Jung)
terça-feira, julho 24, 2012
Mão única
Não sei se tudo tem um porquê, mas sei que tudo serve para alguma coisa. Pensando que o que não me mata me fortalece, sigo meu caminho...
sexta-feira, julho 20, 2012
segunda-feira, julho 16, 2012
sexta-feira, junho 22, 2012
Por inteiro
Bem melhor vivenciar a mudança de fora prá dentro. Ela levará mais tempo e dará muito mais trabalho, mas ao menos será consistente e verdadeira, como tudo o que gosto nesta vida...
quarta-feira, junho 13, 2012
Em meio ao caos
A gente fica se perguntando quando foi que as coisas saíram do trilho, se é que um dia elas estiveram no trilho...
segunda-feira, junho 11, 2012
Isso é a vida real
Daí a gente descobre que não tem, nunca teve, nem nunca terá super poderes.
A gente se sente pequenina, frágil, triste e culpada, ao mesmo tempo em que torce prá que a sorte, desta vez, esteja ao nosso lado. E a gente promete que, depois dessa, nunca mais irá pedir nada a ela, nem a Ele.
terça-feira, junho 05, 2012
sexta-feira, junho 01, 2012
Não fritarás
Aquele momento em que você desiste de entender o mundo, as pessoas e o sentido da vida e decide apenas viver. Sem mais.
terça-feira, maio 29, 2012
A Teoria do Fluxo e/ou O Ponto de Mutação
![]() |
| Gráfico ilustrativo da Teoria do Fluxo |
Eu sempre tive uma sensação que me incomodava. A sensação de não entrar 100% nas coisas.
Era como se nada, ou quase nada, fosse bom o suficiente para que eu me dedicasse integralmente a isto. Era como se eu tivesse sempre esperando por algo ou alguém que merecesse minha atenção total.
Como este algo ou alguém nunca chegavam, eu vivia planando sobre as coisas. Era como se eu sempre molhasse a pontinha do pé, mas nunca enfiasse o pé todo na água, na jaca, onde quer que fosse.
Já faz um tempo que venho pensando sobre a importância de se entregar totalmente às coisas. Como não se sabe se este algo ou este alguém merecedor de atenção integral um dia vai chegar, talvez o melhor seja se garantir e mergulhar de cabeça no que temos hoje. A vida é agora e o momento de viver por inteiro é agora também. Este momento vai passar, as pessoas vão passar, este emprego tavez passe e a gente não quer olhar prá tras e dizer: Ah, se eu tivesse feito! Ah, se eu tivesse aproveitado!
Acho que as viagens são bons exemplos de momentos que aproveitamos integralmente. Quando viajamos fica nítida a sensação de oportunidade única. A gente nunca sabe se haverá uma próxima vez de pegar um avião e ir para um lugar distante. E, mesmo que haja, há tantos outros lugares a serem conhecidos que a gente pensa mesmo em aproveitar aquele em que estamos ao máximo possível.
Foi em meio a estes pensamentos que li um texto do Flavio Gikovate chamado “Um Roteiro para a Felicidade”. O texto é ótimo, daqueles que a gente sente que poderia ter escrito, tamanha a identificação. Nele há o seguinte parágrafo:
“Pessoas mais corajosas são mais livres e vivem mais o presente. São mais capazes de se envolver completamente nas suas atividades atuais, dedicando a elas plena atenção, condição na qual a vida flui (‘flow’), sendo este estado de plena concentração um dos importantes ingredientes da felicidade. Corresponde, até certo ponto, ao estado de meditação proposto pelo budismo”.
Daí fui eu atrás do tal “flow” no Google. E descobri que se trata de uma teoria de psicologia criada pelo americano Mihaly Csikszentmihalyi, em que ele diz que a chave para a felicidade está em dedicar-se 100% à atividade que se conduz no momento. Para ele, a realização, que precede a felicidade, é alcançada quando colocamos toda a nossa energia em algo que estamos fazendo, seja um trabalho, um esporte ou a leitura de um livro, por exemplo. Nos envolvemos tanto com uma tarefa que a execução dela em si torna-se prazerosa e gratificante. Bem, levando isto em consideração, torna-se desnecessário procurar aquele algo ou alguém que mereça nossa atenção. O segredo está em oferecer nossa atenção às atividades diárias e extrair daí satisfação para seguir em frente. É como se tirássemos dos afazeres diários a energia que nos levará adiante. Geramos, com tudo o que fazemos, o combustível que nos move.
A teoria lembra conceitos de meditação presentes no budismo e na yoga, em que estar entregue ao momento gera grande satisfação.
E me lembra também do livro “A Felicidade Desesperadamente” que aborda, justamente, a idéia de que a felicidade não é algo que chegará um dia, mas sim algo que se vive todos os dias.
Ser “por inteiro” sempre foi uma meta, daí o nome do blog. Acho que venho conseguindo certo êxito em ser “por inteiro” no que diz respeito a sentimentos e sinceridade, mas ainda há um bom caminho a ser percorrido quando se trata de entrega a tudo o que faço. Interessante ver que tudo converge para o mesmo ponto.
É claro que há pessoas evoluídas que já sabem disto há muito tempo, ou que vivem integralmente desde sempre. Já eu precisei de um pouco de teoria prá me incentivar a mudar as minhas práticas diárias.
Era como se nada, ou quase nada, fosse bom o suficiente para que eu me dedicasse integralmente a isto. Era como se eu tivesse sempre esperando por algo ou alguém que merecesse minha atenção total.
Como este algo ou alguém nunca chegavam, eu vivia planando sobre as coisas. Era como se eu sempre molhasse a pontinha do pé, mas nunca enfiasse o pé todo na água, na jaca, onde quer que fosse.
Já faz um tempo que venho pensando sobre a importância de se entregar totalmente às coisas. Como não se sabe se este algo ou este alguém merecedor de atenção integral um dia vai chegar, talvez o melhor seja se garantir e mergulhar de cabeça no que temos hoje. A vida é agora e o momento de viver por inteiro é agora também. Este momento vai passar, as pessoas vão passar, este emprego tavez passe e a gente não quer olhar prá tras e dizer: Ah, se eu tivesse feito! Ah, se eu tivesse aproveitado!
Acho que as viagens são bons exemplos de momentos que aproveitamos integralmente. Quando viajamos fica nítida a sensação de oportunidade única. A gente nunca sabe se haverá uma próxima vez de pegar um avião e ir para um lugar distante. E, mesmo que haja, há tantos outros lugares a serem conhecidos que a gente pensa mesmo em aproveitar aquele em que estamos ao máximo possível.
Foi em meio a estes pensamentos que li um texto do Flavio Gikovate chamado “Um Roteiro para a Felicidade”. O texto é ótimo, daqueles que a gente sente que poderia ter escrito, tamanha a identificação. Nele há o seguinte parágrafo:
“Pessoas mais corajosas são mais livres e vivem mais o presente. São mais capazes de se envolver completamente nas suas atividades atuais, dedicando a elas plena atenção, condição na qual a vida flui (‘flow’), sendo este estado de plena concentração um dos importantes ingredientes da felicidade. Corresponde, até certo ponto, ao estado de meditação proposto pelo budismo”.
Daí fui eu atrás do tal “flow” no Google. E descobri que se trata de uma teoria de psicologia criada pelo americano Mihaly Csikszentmihalyi, em que ele diz que a chave para a felicidade está em dedicar-se 100% à atividade que se conduz no momento. Para ele, a realização, que precede a felicidade, é alcançada quando colocamos toda a nossa energia em algo que estamos fazendo, seja um trabalho, um esporte ou a leitura de um livro, por exemplo. Nos envolvemos tanto com uma tarefa que a execução dela em si torna-se prazerosa e gratificante. Bem, levando isto em consideração, torna-se desnecessário procurar aquele algo ou alguém que mereça nossa atenção. O segredo está em oferecer nossa atenção às atividades diárias e extrair daí satisfação para seguir em frente. É como se tirássemos dos afazeres diários a energia que nos levará adiante. Geramos, com tudo o que fazemos, o combustível que nos move.
A teoria lembra conceitos de meditação presentes no budismo e na yoga, em que estar entregue ao momento gera grande satisfação.
E me lembra também do livro “A Felicidade Desesperadamente” que aborda, justamente, a idéia de que a felicidade não é algo que chegará um dia, mas sim algo que se vive todos os dias.
Ser “por inteiro” sempre foi uma meta, daí o nome do blog. Acho que venho conseguindo certo êxito em ser “por inteiro” no que diz respeito a sentimentos e sinceridade, mas ainda há um bom caminho a ser percorrido quando se trata de entrega a tudo o que faço. Interessante ver que tudo converge para o mesmo ponto.
É claro que há pessoas evoluídas que já sabem disto há muito tempo, ou que vivem integralmente desde sempre. Já eu precisei de um pouco de teoria prá me incentivar a mudar as minhas práticas diárias.
quarta-feira, maio 23, 2012
sexta-feira, maio 18, 2012
Estamos sempre buscando reconhecimento no olhar do outro.
Se não somos vistos, nós mesmos não percebemos nossas qualidades.
Se não somos valorizados, nos sentimos inferiorizados e desmotivados.
Mas é preciso entender que o olhar do outro é apenas o olhar do outro.
Nós somos o que fazemos, o que acreditamos e o temos por dentro. Isto ninguém rouba, ninguém tira e não há olhar capaz de anular...
Se não somos vistos, nós mesmos não percebemos nossas qualidades.
Se não somos valorizados, nos sentimos inferiorizados e desmotivados.
Mas é preciso entender que o olhar do outro é apenas o olhar do outro.
Nós somos o que fazemos, o que acreditamos e o temos por dentro. Isto ninguém rouba, ninguém tira e não há olhar capaz de anular...
segunda-feira, maio 07, 2012
quinta-feira, abril 26, 2012
Lei do marketing (pessoal)
Se não pode ser o primeiro em uma categoria já existente, crie uma categoria nova em que possa ser o primeiro. Enquanto as empresas aplicam por aí a famosa lei do marketing, a gente segue tentando encontrar a "nossa" categoria...
terça-feira, abril 24, 2012
segunda-feira, abril 23, 2012
sexta-feira, abril 20, 2012
quinta-feira, abril 19, 2012
Concluindo
Acho que entendi tudo agora.
O querer ser diferente passa, também, por uma arrogância e pretenção de ser melhor, de ser superior ou de, no mínimo, ser diferente mesmo.
Eu já tinha passado desta fase, já tinha entendido que mesmo parecendo igual a gente sempre no fundo é diferente. Logo não é necessário tentar mostrar ou comprovar isto para ninguém.
Daí, quando você diz que está feliz com sua vida "normal", corporativa, padrão para alguém de 30 anos, tem sempre alguém (e este alguém muitas vezes é você mesmo) que te olha e questiona: "Mas e aí, não vai reclamar? Essa vida é suficiente prá vc"?
E se for? E se esta vida for suficiente porque dentro dela cabem tantas outras coisas, tantas outras vidas?
Pior do que ter uma vida "normal" é viver uma vida "normal" fingindo ou bradando querer algo diferente, só para que pensem que você não é "mais um".
A mim basta saber que não sou mais uma.
O querer ser diferente passa, também, por uma arrogância e pretenção de ser melhor, de ser superior ou de, no mínimo, ser diferente mesmo.
Eu já tinha passado desta fase, já tinha entendido que mesmo parecendo igual a gente sempre no fundo é diferente. Logo não é necessário tentar mostrar ou comprovar isto para ninguém.
Daí, quando você diz que está feliz com sua vida "normal", corporativa, padrão para alguém de 30 anos, tem sempre alguém (e este alguém muitas vezes é você mesmo) que te olha e questiona: "Mas e aí, não vai reclamar? Essa vida é suficiente prá vc"?
E se for? E se esta vida for suficiente porque dentro dela cabem tantas outras coisas, tantas outras vidas?
Pior do que ter uma vida "normal" é viver uma vida "normal" fingindo ou bradando querer algo diferente, só para que pensem que você não é "mais um".
A mim basta saber que não sou mais uma.
segunda-feira, abril 16, 2012
A morte da solidão
“Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo.”
F. Nietzsche
Enquanto os olhos corriam pelas letras, o pensamento voava longe. Avoada, procurava buscá-lo onde estivesse e fixá-lo ali, sobre o papel. Antes estivesse dentro das folhas, por entre as fibras. Queria ancorá-lo, fixá-lo em local de sua escolha. Queria livrar-se das idéias recorrentes, dos desejos provocadores, dos sonhos que sonhava acordada.
O livro, que deveria ser seu porto seguro, tornava-se então seu cruel espelho. Quanto mais buscava mergulhar em suas linhas, mas ele mostrava que ali não era o seu lugar.
A personagem, tão leve, parecia provocá-la diretamente. Tanta serenidade, bondade, amigos por todos os lados. Família perfeita, corpo bonito, inteligente e acima de tudo humilde. Para ela, a personagem, não existia a palavra frustração. Os sonhos não realizados eram nada mais que desafios, desafios que encarava com a mesma leveza com que sorria para tudo e todos.
“Apenas ficção”, pensava ela, a leitora. Faltava-lhe um tanto de calma, outro tanto de paciência. Não admitia ser invejosa, mas de fato não se conformava com aquilo que considerava como injustiças. E ainda que a rival fosse apenas uma personagem, quisera ela ser protagonista de sua própria história, quisera ela ser digna de estampar as páginas de um livro qualquer.
Naquela noite não dormiu. Sonhou com o mar. Mergulhou fundo e de fato sentiu-se imersa em azul. Mas o fôlego lhe faltou. Um pesadelo horrível. Acordou aos prantos e não soube com quem contar.
Um copo d’água, um chá, e muitas zapeadas depois, recorreu ao velho amigo, morada de sua opositora. Com um tanto de rancor, de fato, mas sozinha não podia ficar. E ao rever a personagem, sentiu que ao menos uma companhia para ela havia. E que não seria julgada e nem se esconderia. E que por mais difícil que fosse, conhecê-la estava lhe ajudando a se conhecer um pouco mais também.
Se pudesse optar, não o leria, mas o impulso era maior, irresistível. Algo fazia com que acreditasse que o livro era sim destinado a ela. Ainda que, mais do que nunca, se sentisse diferente de tudo e todos, pela primeira vez acreditava que algo havia sido destinado a ela. A ela que, após um mergulho tão fundo, deixava, finalmente, morrer um pouco da solidão dentro de si e entregava-se a seu único amigo.
F. Nietzsche
Enquanto os olhos corriam pelas letras, o pensamento voava longe. Avoada, procurava buscá-lo onde estivesse e fixá-lo ali, sobre o papel. Antes estivesse dentro das folhas, por entre as fibras. Queria ancorá-lo, fixá-lo em local de sua escolha. Queria livrar-se das idéias recorrentes, dos desejos provocadores, dos sonhos que sonhava acordada.
O livro, que deveria ser seu porto seguro, tornava-se então seu cruel espelho. Quanto mais buscava mergulhar em suas linhas, mas ele mostrava que ali não era o seu lugar.
A personagem, tão leve, parecia provocá-la diretamente. Tanta serenidade, bondade, amigos por todos os lados. Família perfeita, corpo bonito, inteligente e acima de tudo humilde. Para ela, a personagem, não existia a palavra frustração. Os sonhos não realizados eram nada mais que desafios, desafios que encarava com a mesma leveza com que sorria para tudo e todos.
“Apenas ficção”, pensava ela, a leitora. Faltava-lhe um tanto de calma, outro tanto de paciência. Não admitia ser invejosa, mas de fato não se conformava com aquilo que considerava como injustiças. E ainda que a rival fosse apenas uma personagem, quisera ela ser protagonista de sua própria história, quisera ela ser digna de estampar as páginas de um livro qualquer.
Naquela noite não dormiu. Sonhou com o mar. Mergulhou fundo e de fato sentiu-se imersa em azul. Mas o fôlego lhe faltou. Um pesadelo horrível. Acordou aos prantos e não soube com quem contar.
Um copo d’água, um chá, e muitas zapeadas depois, recorreu ao velho amigo, morada de sua opositora. Com um tanto de rancor, de fato, mas sozinha não podia ficar. E ao rever a personagem, sentiu que ao menos uma companhia para ela havia. E que não seria julgada e nem se esconderia. E que por mais difícil que fosse, conhecê-la estava lhe ajudando a se conhecer um pouco mais também.
Se pudesse optar, não o leria, mas o impulso era maior, irresistível. Algo fazia com que acreditasse que o livro era sim destinado a ela. Ainda que, mais do que nunca, se sentisse diferente de tudo e todos, pela primeira vez acreditava que algo havia sido destinado a ela. A ela que, após um mergulho tão fundo, deixava, finalmente, morrer um pouco da solidão dentro de si e entregava-se a seu único amigo.
Um passo além
Ultimamente tenho me pego várias vezes pensando em como precisamos entrar de cabeça em algo, viver aquilo intensamente, para podermos, um dia, dar um passo além.
Corremos sempre o risco de pensar que aquilo em que estamos mergulhados é o nosso "tudo", é o nosso mundo. Mas basta colocar a cabeça um pouquinho para fora para lembrarmos do tamanho do horizonte que nos espera, louco para que nos joguemos de cabeça em novos mundos, em novos "tudos".
Corremos sempre o risco de pensar que aquilo em que estamos mergulhados é o nosso "tudo", é o nosso mundo. Mas basta colocar a cabeça um pouquinho para fora para lembrarmos do tamanho do horizonte que nos espera, louco para que nos joguemos de cabeça em novos mundos, em novos "tudos".
quinta-feira, abril 05, 2012
Sobre a renovação dos sonhos
Daí um dia você percebe que cresceu. Bem, na verdade faz tempo que você cresceu. Digamos então que, um dia, você se lembra de ter crescido. Isto acontece vez ou outra e te faz pensar no que “crescer” significa. Crescer significa ver que alguns dos seus sonhos foram realizados. E você pode, finalmente, ter novos sonhos. Crescer é ganhar o direito de escolher novos sonhos. Talvez esta seja uma das grandes responsabilidades da vida adulta. Escolher sonhos é algo muito importante.
Mas, se eu pude escolher meus sonhos aos 7, 12, 16 anos, porque não poderia escolher aos 30?
Poder, a gente pode. Mas antes tínhamos o benefício da ignorância. Sonhos eram apenas sonhos, desejos, vontades vindas não se sabe de onde e movidas por pura inspiração e aspiração, sem o objetivo de serem alcançados.
Aos 7 anos sonhos não são metas.
Aos 30 eles compõem sua lista de “to do’s”, de atividades diárias. O ítem “escrever um livro” está anotado logo abaixo do ítem “declarar imposto de renda” ou “pendurar quadros na parede”. Na verdade, você pode se considerar feliz se ao menos ainda tiver ítens como “escrever um livro” em sua lista de “to do’s”.
Talvez você já tenha removido todos os sonhos da sua lista e deixado que ela se transformasse em uma grande lista de atividades burocráticas. Talvez você se dê por feliz simplesmente por conseguir cumprir com boa parte destas atividades burocráticas.
Você fica feliz comendo um chocolate importado que só agora passou a ser vendido no Brasil depois do almoço, tomando um solzinho gostoso na rua em frente à empresa em que trabalha. Mas logo passa a se sentir mal por ter virado uma pessoa que trabalha em uma empresa, e que compra docinhos na venda da esquina, exatamente como tantas outras fazem na hora do almoço. Você se tornou igual a tantas outras pessoas. Logo você, que queria tanto ser diferente.
Daí você se questiona se os sonhos sonhados até então foram os corretos. Se as escolhas feitas por você antes de ter crescido foram as escolhas corretas. Você certamente vai achar que não, que parte delas foi incorreta e você sentirá vontade de voltar no tempo e fazer escolhas diferentes. Mas então você vai pensar que só sabe que estas escolhas não foram corretas porque chegou aqui, no seu futuro, e só agora, podendo olhar para trás, pode fazer uma avaliação correta sobre decisões tomadas tão precocemente.
E você decide, então, parar de escolher seus sonhos. Você decide tentar fechar os olhos e simplesmente querer algo, como fazia aos 7 anos, sem porquê nem lógica.
Pois de metas nossa vida “adulta” já está cheia. O que precisamos é de sonhos.
O que precisamos é da capacidade de sonhar.
E de renovar nossos sonhos sempre que necessário. Ou sempre que tivermos vontade.
Feliz Páscoa.
quinta-feira, março 22, 2012
quarta-feira, março 21, 2012
De hoje em diante...
Cansei de ser subestimada. Cansei de me subestimar, com atitudes e sonhos desproporcionais a mim...
terça-feira, março 20, 2012
Tobogã
Até os 20 e poucos anos, sempre ouvi que parecia mais velha do que eu era.
Hoje, sempre ouço que pareço mais nova do que sou.
De fato, me sinto jovem. Talvez até mais jovem do que me sentia na adolescência, ou aos 20 e poucos anos.
Amadureci cedo, fui criança "adulta", e jovem adulta responsável.
Foi também cedo que "desamadureci".
Desci rodopiando pela espiral da maturidade, passei a achar graça no que antes não enxergava, passei a viver o que antes não me importava.
Baixei a bola, chorei um tanto para poder rir muito depois.
Rir de verdade, rir gostoso.
Às vezes sinto meus pés ensaiando um passo escada acima, querendo subir um degrauzinho na escala da seriedade adulta, sinto algo em mim querendo ser gente grande.
Deixo meus pés e minha mente irem para onde quiserem, quando quiserem, de preferência devargazinho, sem pressa, pois há uma vida inteira para se escalar este monte de informação, de conhecimento e, principalmente, de experiência.
Hoje, sempre ouço que pareço mais nova do que sou.
De fato, me sinto jovem. Talvez até mais jovem do que me sentia na adolescência, ou aos 20 e poucos anos.
Amadureci cedo, fui criança "adulta", e jovem adulta responsável.
Foi também cedo que "desamadureci".
Desci rodopiando pela espiral da maturidade, passei a achar graça no que antes não enxergava, passei a viver o que antes não me importava.
Baixei a bola, chorei um tanto para poder rir muito depois.
Rir de verdade, rir gostoso.
Às vezes sinto meus pés ensaiando um passo escada acima, querendo subir um degrauzinho na escala da seriedade adulta, sinto algo em mim querendo ser gente grande.
Deixo meus pés e minha mente irem para onde quiserem, quando quiserem, de preferência devargazinho, sem pressa, pois há uma vida inteira para se escalar este monte de informação, de conhecimento e, principalmente, de experiência.
segunda-feira, março 12, 2012
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
De escudo a esponja
Já cheguei a dizer que meu defeito era ser egoísta. Defini como "egoísmo" o desinteresse pelo outro. Desinteresse esse que passava pelo não dar atenção, pelo não ouvir, pelo não querer saber.
Era como se não houvesse espaço para o que não fosse útil, mas também para o que não fosse agradável.
Hoje me sinto mais interessada. Parece que, em mim, cabe o mundo. Não importa se útil ou não, muitas vezes me cabe até o desagradável.
Deixei de ser escudo e passei a ser esponja, ansiosa por saber, por conhecer, por ouvir e interagir, mesmo que seja só hoje, mesmo que não me sirva de nada.
Era como se não houvesse espaço para o que não fosse útil, mas também para o que não fosse agradável.
Hoje me sinto mais interessada. Parece que, em mim, cabe o mundo. Não importa se útil ou não, muitas vezes me cabe até o desagradável.
Deixei de ser escudo e passei a ser esponja, ansiosa por saber, por conhecer, por ouvir e interagir, mesmo que seja só hoje, mesmo que não me sirva de nada.
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
Feliz ano novo!!
Impressionante o tempo e a energia que literalmente desperdiçamos com coisas e pessoas que não valem nem um pouco, mas nem um pouco a pena mesmo. Por um ano novo sem desperdício!!!
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
Se me vejo em ti
Eu nunca entendi este pânico que as pessoas têm de tudo o que é diferente delas.
Eu sempre adorei o diferente.
Sempre senti interesse, curiosidade, vontade de me aproximar e uma pontinha de inveja.
Eu acho que esta alquimia entre personalidades, gostos, opiniões e preferências é que faz a mágica da vida.
Pena tão poucas pessoas perceberem isto.
Se me vejo em ti, também te ajudo a ser por inteiro...
Eu sempre adorei o diferente.
Sempre senti interesse, curiosidade, vontade de me aproximar e uma pontinha de inveja.
Eu acho que esta alquimia entre personalidades, gostos, opiniões e preferências é que faz a mágica da vida.
Pena tão poucas pessoas perceberem isto.
Se me vejo em ti, também te ajudo a ser por inteiro...
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Prá me ver sorrir
Música boa
Dança
Forró
Abraços, dos mais apertados
Livro bom
Sol no ombro
Sorriso sincero
Risada
Gargalhada
Trabalho
Descanso pós-trabalho...
Dança
Forró
Abraços, dos mais apertados
Livro bom
Sol no ombro
Sorriso sincero
Risada
Gargalhada
Trabalho
Descanso pós-trabalho...
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
Daqui a pouco não vai mais ter música
Estes dias estava numa festa, quando começou a tocar um tipo de música que gosto de dançar.
Minha amiga disse para eu ir dançar, e eu respondi: "Daqui a pouco eu danço".
Foi então que ela respondeu: "Daqui a pouco não vai mais ter música prá dançar".
Eu queria lembrar disso todos os dias. Lembrar que, daqui a pouco, não vai mais ter música prá dançar. Daqui a pouco não vai mais ter sol prá gente se bronzear, daqui a pouco não vai mais ter chuva prá gente dançar embaixo dela. Daqui a pouco não vai mais ter lama prá gente enfiar o pé e se sujar inteira, daqui a pouco não vai mais ter nossa sobremesa favorita.
Mas, sabe, daqui a pouco vai ter outra música. E a gente pode até gostar bem mais de dançar ao som dela...
Minha amiga disse para eu ir dançar, e eu respondi: "Daqui a pouco eu danço".
Foi então que ela respondeu: "Daqui a pouco não vai mais ter música prá dançar".
Eu queria lembrar disso todos os dias. Lembrar que, daqui a pouco, não vai mais ter música prá dançar. Daqui a pouco não vai mais ter sol prá gente se bronzear, daqui a pouco não vai mais ter chuva prá gente dançar embaixo dela. Daqui a pouco não vai mais ter lama prá gente enfiar o pé e se sujar inteira, daqui a pouco não vai mais ter nossa sobremesa favorita.
Mas, sabe, daqui a pouco vai ter outra música. E a gente pode até gostar bem mais de dançar ao som dela...
terça-feira, janeiro 31, 2012
As lições que eles nos oferecem
Não costumo escrever posts comentando notícias ou fatos concretos, mas achei que este valia uma exceção.
Há poucos dias comentava com umas amigas que, se eu soubesse aos 20 anos um pouco do que sei hoje, teria sofrido muito menos nesta vida. E que, quando finalmente aprendemos alguma coisa, não temos mais tempo ou oportunidade de aproveitar.
No dia seguinte me deparei com o Legacy Project, que enxerguei como um presente. Tudo o que eu demoraria anos para aprender embrulhado em forma de depoimentos e vídeos. O projeto reúne entrevistas com pessoas na casa dos 70 anos, que responderam à pergunta: “Quais as lições mais importantes que você aprendeu ao longo de sua vida?”
E como presente não se recusa, olhei atentamente para os principais conhecimentos compartilhados por estas pessoas tão experientes, e espero poder aproveitá-los de agora em diante. Alguns deles estão abaixo:
Sobre a durabilidade das relações amorosas: "Muitas pessoas jovens hoje desistem muito cedo, muito rapidamente".
Sobre a vida profissional: "Se você estiver empacado em um emprego que não te agrada, tente fazer o melhor disto até que você possa mudar".
Sobre o envelhecimento: "Cada década, cada idade, tem oportunidades que não existiam em outras épocas".
Sobre arrependendimentos: "Seja sempre honesto", é o conselho dos mais velhos para evitar remorsos.
Sobre a felicidade: Ser feliz é uma escolha, e a vida é muito curta para ser desperdiçada com pessimismo, tédio e desilusão.
O vídeo abaixo é extremamente simples, mas acho que resume bem tudo o que é dito acima.
"Why can't whe just like each other"?
segunda-feira, janeiro 30, 2012
É um sopro do criador...
E hoje acordei pensando que a melhor vida do mundo é a minha. E como ela é uma gota, é um tempo que nem dá um segundo, decidi agradecer e aproveitar... hoje!!!
sexta-feira, janeiro 27, 2012
Tudo se transforma
Lembrar de sentimentos que já não existem mais também é bastante triste. A gente fica lembrando daquela pessoa, do quanto ela foi importante para nós, e se pergunta onde aquilo tudo foi parar. Para onde vão os sentimentos quando “acabam”? No que se transformam?
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Em se plantando...
O mais triste sobre os sentimentos é que, às vezes, passamos tempos desejando que eles brotem em nossos corações. Porém, quando isto acontece, passamos a desejar com toda força que possamos arrancá-los, matá-los, ou ao menos que o tempo passe rápido para que eles possam se desfazer naturalmente. Se ao menos
soubéssemos fazer bom uso deste terreno fértil...
soubéssemos fazer bom uso deste terreno fértil...
segunda-feira, janeiro 23, 2012
sexta-feira, janeiro 20, 2012
“Não sei se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe
braço que envolve
palavra que conforta
silêncio que respeita
alegria que contagia
lágrima que corre
olhar que acaricia
desejo que sacia
amor que promove.
E isso não é coisa do outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura… enquanto durar". (Cora Coralina)
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe
braço que envolve
palavra que conforta
silêncio que respeita
alegria que contagia
lágrima que corre
olhar que acaricia
desejo que sacia
amor que promove.
E isso não é coisa do outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura… enquanto durar". (Cora Coralina)
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Bagagem
Impressionante como tudo o que ouvimos é processado com base nas nossas referências e vivências anteriores. Bom lembrar disso na hora de se comunicar com alguém...
terça-feira, janeiro 17, 2012
Beleza que brilha...
Defeitos e qualidades todo mundo tem.
Não há defeitos maiores ou menores, mas sim aqueles que vão ou não de encontro com o que é primordial para nós.
Independentemente disto, o encantamento não está ligado à lista de qualidades que buscamos. Procurar um amor não é fazer compras em um supermercado. Nunca sabemos quem, quando, como e porque irá nos encantar, e isto é o mais delicioso, mágico e também assustador quando se trata de sentimentos...
quinta-feira, janeiro 05, 2012
sexta-feira, dezembro 23, 2011
E que venha 2012!
Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.
(Fernando Pessoa)
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.
(Fernando Pessoa)
quinta-feira, dezembro 15, 2011
Sonhos
E hoje eu lembrei que há muito tempo não sonho. Há muito não acordo tendo vivido histórias complexas, ricas em detalhes, coloridas e assustadoras. Meu sonhos, que sempre foram super-produções, deram lugar a noites de insônia ou de sono profundo. Antes eu acordava interessada em entender o que eles queriam me dizer. Hoje eu deito pedindo a Deus que apenas me deixe dormir uma noite inteira, que me faça esquecer de tudo por cerca de 8 horas para que eu possa ter um dia também inteiro na sequência. Hoje eu tenho noites em claro pensando em coisas que fogem de minhas mãos, coisas pequenas e grandes, dores da vida adulta que eu por sorte não conhecia até então. Acho que estas dores, estas coisas pequenas e grandes, nos aproximam da realidade e nos afastam de nós, daquele “nós” profundo com o qual apenas encontramos nos sonhos. Eu acho que sem os sonhos, os nossos nós não se desfazem. Gosto dos sonhos que sonho acordada, mas sinto falta dos gostos que só sentia quando mergulhava em mim mesma sem medo de me perder.
quinta-feira, agosto 04, 2011
Aonde sua escada vai te levar?
Comecei, sem querer, a enxergar meus sonhos como degraus. Outro dia, conversando com uma amiga, falávamos sobre determinado assunto e ela me disse: “Este é o seu sonho”. Fiquei incomodada com aquilo. Não que eu não sonhasse com a coisa em questão. Fiquei incomodada com o artigo definido. Fiquei incomodada por achar que, talvez, eu tivesse na vida apenas um sonho. “O” sonho.Então, comecei a olhar para trás e a tentar entender se, de fato, aquele era “o” meu sonho. E percebi que não. Percebi que aquele era “um dos” meus sonhos. Percebi que, possivelmente, aquele fosse o maior de todos os sonhos que tenho hoje, mas que, para ser sonhado, ele já precisou um dia nem existir. Explico. Quando se quer muito algo, obstinadamente, quando se quer apenas uma coisa na vida, muitas vezes esta coisa foge de nossas mãos. Escorrega, como não querendo ser nossa. Ou ainda, podemos sim conquistar aquilo que desejamos mas, despreparados para vivência-la, deixamos escapar ou mesmo nem aproveitamos. Outra forma de querer as coisas é querer aos poucos. Querer devagar, querer algo diferente a cada etapa da sua vida. Sonhar em degraus. Realizar um de cada vez.
Foi aí que percebi que sim, talvez aquele fosse “o” meu sonho hoje, mas que não era por acaso que não o havia sido antes. Para chegar ali, para poder sonhar este sonho, houve muitos degraus que precisaram ser subidos, muitos sonhos que precisaram ser sonhados e realizados, até que eu pudesse me dar conta de aonde aquela escada de fato me levava...
PS: Se em vez de subir a escada, você preferiu pegar um atalho e chegou direto ao seu sonho, parabéns, você economizou um bom tempo de vida. Mas talvez tenha também perdido a chance de sonhar outros tantos sonhos ;-)
terça-feira, abril 05, 2011
Baby boom
Depois de mercantilizarem o amor, os relacionamentos, agora querem fazer isto também com as crianças, com os filhos... ter filhos não é brincar de Barbie.
terça-feira, março 22, 2011
Quando eu tinha 20 anos
Em dez anos eu desaprendi muitas coisas. Esqueci o que é saber de tudo, esqueci o que é ter a segurança de quem ainda não tropeçou algumas vezes. Aprendi que a gente erra, acerta, erra de novo, e aprendi que essa é a verdadeira graça da vida. Descobri que a gente não sabe de nada, que nada sairá exatamente como a gente planeja e que, se saísse, com certeza não seria tão divertido.
Quando eu tinha 20 anos eu era arrogante, tinha o nariz empinado e menosprezava quem ainda não tinha chegado “lá”. Hoje eu ainda não cheguei “lá”, mas cheguei e passei por lugares que eu jamais poderia imaginar aos 20.
segunda-feira, março 21, 2011
Meu lugar favorito em São Paulo

Enquanto os paulistanos lamentavam o fechamento do Cine Belas Artes, um dos últimos representantes dos autênticos cinemas de rua de São Paulo, eu aproveitava o tempo no meu lugar favorito na minha cidade: o Cine Segall.
Escondido em uma rua tranquila da Zona Sul, o cinema pertence ao museu de mesmo nome. A chegada é sempre agradável. Rua de paralelepípedos, vagas na rua, com sobradinhos modernistas tombados em frente, e uma entrada tão discreta que pode passar a impressão de se estar entrando no lugar errado em uma primeira visita.
A sala é pequena, a qualidade de som ruim, porém o repertório de filmes é muito bom. Assisti a Biutiful, um maravilhoso soco no estômago, que não decepciona aos entusiastas do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu.
As sessões são vazias (sexta, às 19h, havia apenas 4 pessoas na sala), mas a sensação é de preenchimento. É como ir ao cinema no quintal de casa.
Uma pequena cafeteria dá um charme a mais ao lugar, enquanto eu torço para que ele continue assim, quase esquecido, discreto, longo das polêmicas e das ameaças de fechamento.
Uma matéria publicada no jornal Ipiranga News e exposta no mural do museu garante que o Cine Segall não corre risco de fechamento. Isto porque ele é favorecido por pertencer ao Museu.
Assim seja.
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Alegria agora...
A alegria que transborda nas redes sociais vem da mesma fonte que gera a ansiedade, o medo e a incerteza...
segunda-feira, dezembro 20, 2010
2011
Com a proximidade do ano novo, já faz parte da rotina pensar no que foi, no que poderia ter sido e no que será.
Como de costume, prometo não prometer nada, economizando esforços para focar no que me faz bem, em quem me faz bem e no que realmente importa.
De um jeito ou de outro, a gente sempre espera mais saúde, mais alegria, mais motivos prá sorrir com mais frequência e mais intensidade.
Não importa o que a gente mentalize, invariavelmente esperamos um novo ano com mais amor e mais risadas espontâneas.
Desta forma, eu insisto em meus planos de não prometer, mas sim agir para que tudo isso venha em dobro, para mim e para vocês, permitindo assim à gente ser cada vez mais a gente, cada vez mais por inteiro, ano após ano, rumo aos primeiros 30 anos da minha vida...
Como de costume, prometo não prometer nada, economizando esforços para focar no que me faz bem, em quem me faz bem e no que realmente importa.
De um jeito ou de outro, a gente sempre espera mais saúde, mais alegria, mais motivos prá sorrir com mais frequência e mais intensidade.
Não importa o que a gente mentalize, invariavelmente esperamos um novo ano com mais amor e mais risadas espontâneas.
Desta forma, eu insisto em meus planos de não prometer, mas sim agir para que tudo isso venha em dobro, para mim e para vocês, permitindo assim à gente ser cada vez mais a gente, cada vez mais por inteiro, ano após ano, rumo aos primeiros 30 anos da minha vida...
quarta-feira, outubro 27, 2010
sexta-feira, outubro 22, 2010
A vida é assim...
A vida é assim:
Tudo o que é bom te faz mal. Ou é muito caro.
Tudo o que pode dar errado, vai dar. Provavelmente de uma vez só.
E, quando der, alguém dará um jeito de dizer que a culpa é sua.
Certamente deu errado por algo que você fez. Ou que deixou de fazer.
Você vai deixar de fazer coisas importantes porque se sente cansada, e depois perceberá que não ter feito estas coisas poderá lhe deixar ainda mais cansada.
Você vai se dar ao direito de ter momentos de prazer, fazer coisas que gosta, e depois se sentirá culpada por isto.
As pessoas vão minimizar seus problemas, e dar valor demais aos delas.
Isso vai te cansar ainda mais, você vai querer chorar, mas se isto acontecer talvez seus problemas só aumentem.
Você vai querer correr sem saber prá onde, e às vezes tudo o que precisará será apenas de um abraço.
Esta tristeza vai passar e você vai esquecer de como é senti-lá, até que ela volte, seguindo o processo natural da vida.
sexta-feira, outubro 15, 2010
Mergulho
Hoje é o Blog Action Day, com o tema Água. Não caberia aqui falar sobre a preservação da água ou do futuro do planeta. Mas o tema me lembrou daqueles sonhos que eu tinha recorrentemente, aqueles em que caminhava longamente à beira de um lago. Era eu na tentativa de mergulhar em mim mesma. A minha homenagem hoje não é aos nossos rios nem oceanos, mas à nossa alma, e ao que há de mais profundo nela, tão profundo que talvez nunca possa ser alcançado.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Intelecto
Eu sempre tive um pouco de medo daquelas solteironas extravagantes, intelectuais de óculos de aros grossos, que se julgam muito cultas e superiores aos outros.
Hoje penso se já não me tornei uma delas. Se ainda não, é provável que esteja no caminho, e que em breve nem isto me assuste mais.
Hoje penso se já não me tornei uma delas. Se ainda não, é provável que esteja no caminho, e que em breve nem isto me assuste mais.
terça-feira, julho 06, 2010
Uma vez eu perguntei aqui no blog:
"O que você faz com o seu vazio, com que preenche?"
Existem diversas formas de nos sentirmos mais realizados.
Trabalho, amor, viagens, compras, amigos...
A vida é um grande vazio que preenchemos com nossas ações e escolhas.
Mas uma verdade recorrentemente me faz pensar: nada nos completa totalmente. Podemos ser por inteiro, viver intensamente, mas algo sempre estará faltando.
E este algo não é um outro alguém, não é um objeto, nem um filme, nem um livro.
Eu não sei o que é.
Mas sei que, na tentativa de ocupar este eterno espaço vazio, trazemos muitas coisas também vazias para a nossa vida.
Coisas e pessoas que nunca deveriam ter entrado entram e diminuem nossa sensação de vazio por um tempo. Mas, quando se vão, não apenas lembramos do quanto este espaço continuava ali, como ainda nos perguntamos por quanto tempo deixamos algo ou alguém participar de nossa vida sem que de fato merecesse, sem que de fato estivesse à altura dos nossos ideais.
Para participar de nossa vida, para preencher nossos vazios ainda que temporariamente, é preciso afinidade e respeito, admiração e desejo.
Ou você pode até aumentar seu vazio, na tentativa de preenchê-lo.
"O que você faz com o seu vazio, com que preenche?"
Existem diversas formas de nos sentirmos mais realizados.
Trabalho, amor, viagens, compras, amigos...
A vida é um grande vazio que preenchemos com nossas ações e escolhas.
Mas uma verdade recorrentemente me faz pensar: nada nos completa totalmente. Podemos ser por inteiro, viver intensamente, mas algo sempre estará faltando.
E este algo não é um outro alguém, não é um objeto, nem um filme, nem um livro.
Eu não sei o que é.
Mas sei que, na tentativa de ocupar este eterno espaço vazio, trazemos muitas coisas também vazias para a nossa vida.
Coisas e pessoas que nunca deveriam ter entrado entram e diminuem nossa sensação de vazio por um tempo. Mas, quando se vão, não apenas lembramos do quanto este espaço continuava ali, como ainda nos perguntamos por quanto tempo deixamos algo ou alguém participar de nossa vida sem que de fato merecesse, sem que de fato estivesse à altura dos nossos ideais.
Para participar de nossa vida, para preencher nossos vazios ainda que temporariamente, é preciso afinidade e respeito, admiração e desejo.
Ou você pode até aumentar seu vazio, na tentativa de preenchê-lo.
terça-feira, maio 18, 2010
I have a dream...
O que os olhos não vêem, o coração não sente.
Mas, às vezes, não basta não ver para não sentir.
É preciso a distância.
De fato, de longe tudo fica menor.
Viajar nada mais é do que dar um passo para fora do nosso mundinho, e dar uma chance pra que você veja sua vida com as dimensões corretas.
Com outras dimensões possíveis.
O mundo é enorme, cheio de pessoas diferentes, lugares inimagináveis, possibilidades infinitas.
Com tanta vida lá fora, por que a gente ainda se prende à pequenez do nosso dia-a-dia?
Nos prendemos a uma vida medíocre, a uma rotina confortável, e nos tornamos nós mesmos medíocres e acomodados.
Viajar não significa ir para longe.
Basta fechar os olhos e lembrar que somos muito pequenos diante da imensidão do universo, mas que podemos ser muito grandes também, dependendo do tamanho da oportunidade que abraçamos.
Afinal, nivelar por baixo é algo que já deixamos prá trás...
Mas, às vezes, não basta não ver para não sentir.
É preciso a distância.
De fato, de longe tudo fica menor.
Viajar nada mais é do que dar um passo para fora do nosso mundinho, e dar uma chance pra que você veja sua vida com as dimensões corretas.
Com outras dimensões possíveis.
O mundo é enorme, cheio de pessoas diferentes, lugares inimagináveis, possibilidades infinitas.
Com tanta vida lá fora, por que a gente ainda se prende à pequenez do nosso dia-a-dia?
Nos prendemos a uma vida medíocre, a uma rotina confortável, e nos tornamos nós mesmos medíocres e acomodados.
Viajar não significa ir para longe.
Basta fechar os olhos e lembrar que somos muito pequenos diante da imensidão do universo, mas que podemos ser muito grandes também, dependendo do tamanho da oportunidade que abraçamos.
Afinal, nivelar por baixo é algo que já deixamos prá trás...
quarta-feira, abril 28, 2010
terça-feira, abril 27, 2010
A vida é morna
Preciso gritar, berrar, chorar, me jogar.
Preciso de uma rave, muita lama, muita chuva e sol depois.
Renovação, renascimento.
Preciso me cansar até o extremo. Preciso de extremos. Todos.
Chega de morno, chega de mais ou menos.
Preciso de uma rave, muita lama, muita chuva e sol depois.
Renovação, renascimento.
Preciso me cansar até o extremo. Preciso de extremos. Todos.
Chega de morno, chega de mais ou menos.
quinta-feira, abril 22, 2010
O futuro...
O melhor de você já ter passado por muitas coisas boas na vida, é que isto aumenta a esperança de que muitas outras coisas tão boas quanto, ou ainda melhores, ainda virão.
E será...
E será...
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