Existe o mundo ideal e o mundo em que a gente vive. Bom lembrar disso.
"- Escrever não é falar. - Não? Qual a diferença? - É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardam. Se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer". (No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares)
segunda-feira, setembro 03, 2012
?
É divertido tomar consciência das nossas limitações.
Aprender a lidar com o incerto é um exercício totalmente novo. Pode ser agradável em algum momento, mas por hora me é angustiante e fonte de ansiedade, náusea, tremedeira e por aí vai.
Se ao menos eu estivesse certa de que o melhor caminho é o não planejado, mas nem esta segurança a vida nos dá...
quinta-feira, agosto 09, 2012
Integridade
in.te.gri.da.de
sf (lat integritate) 1 Qualidade do que é íntegro. 2 Inteireza moral, retidão, honestidade. 3 Imparcialidade. 4 Inocência. 5 Virgindade.
sf (lat integritate) 1 Qualidade do que é íntegro. 2 Inteireza moral, retidão, honestidade. 3 Imparcialidade. 4 Inocência. 5 Virgindade.
sexta-feira, julho 27, 2012
Vai na fé...
Não sabe, pergunte para quem sabe.
Não consegue revolver sozinho, peça ajuda.
Tá ruim assim? Faça algo para melhorar.
Quer chorar, chore, quer descansar, descanse, quer dormir, durma.
E, quando acordar, abra a janela e veja o dia, a noite, a vida linda que lhe espera lá fora.
E entenda que só haverá algo lindo lá fora se você despertar para o algo lindo que vive dentro de você, em sua mente e seu coração.
quinta-feira, julho 26, 2012
"Eu aprendi que, além do espírito dessa época, ainda está em ação outro espírito, isto é, aquele que governa a profundeza de todo o presente. O espírito dessa época gostaria de ouvir sobre lucros e valor. Também eu pensava assim e meu humano ainda pensa assim. Mas aquele outro espírito me força a falar apesar disso para além da justificação, de lucros e de sentido.
Cheio de vaidade humana e cego pelo ousado espírito dessa época, procurei por muito tempo manter afastado de mim aquele outro espírito. Mas não me dei conta de que o espírito da profundeza possui, desde sempre e pelo futuro afora, maior poder do que o espírito dessa época que muda com as gerações. O espírito da profundeza submeteu toda vaidade e todo orgulho à força do juízo. Ele tirou de mim a fé na ciência, ele me roubou a alegria da explicação e do ordenamento, e fez com que se extinguisse em mim a dedicação aos ideais dessa época. Forçou-me a descer às coisas mais simples e que estão em último lugar.
O espírito da profundeza tomou minha razão e todos os meus conhecimentos e os colocou a serviço do inexplicável e do absurdo. Ele me roubou fala e escrita sobre tudo que não estivesse a serviço disto, isto é, da interfusão de sentido e absurdo, que produz o sentido supremo.
Mas o sentido supremo é o trilho, o caminho e a ponte para o porvir. É o Deus que vem - não é o próprio Deus, mas sua imagem que se manifesta no sentido supremo. Deus é uma imagem, e aqueles que o adoram devem adorá-lo na imagem do sentido supremo.
(C.G. Jung)
Cheio de vaidade humana e cego pelo ousado espírito dessa época, procurei por muito tempo manter afastado de mim aquele outro espírito. Mas não me dei conta de que o espírito da profundeza possui, desde sempre e pelo futuro afora, maior poder do que o espírito dessa época que muda com as gerações. O espírito da profundeza submeteu toda vaidade e todo orgulho à força do juízo. Ele tirou de mim a fé na ciência, ele me roubou a alegria da explicação e do ordenamento, e fez com que se extinguisse em mim a dedicação aos ideais dessa época. Forçou-me a descer às coisas mais simples e que estão em último lugar.
O espírito da profundeza tomou minha razão e todos os meus conhecimentos e os colocou a serviço do inexplicável e do absurdo. Ele me roubou fala e escrita sobre tudo que não estivesse a serviço disto, isto é, da interfusão de sentido e absurdo, que produz o sentido supremo.
Mas o sentido supremo é o trilho, o caminho e a ponte para o porvir. É o Deus que vem - não é o próprio Deus, mas sua imagem que se manifesta no sentido supremo. Deus é uma imagem, e aqueles que o adoram devem adorá-lo na imagem do sentido supremo.
(C.G. Jung)
terça-feira, julho 24, 2012
Mão única
Não sei se tudo tem um porquê, mas sei que tudo serve para alguma coisa. Pensando que o que não me mata me fortalece, sigo meu caminho...
sexta-feira, julho 20, 2012
segunda-feira, julho 16, 2012
sexta-feira, junho 22, 2012
Por inteiro
Bem melhor vivenciar a mudança de fora prá dentro. Ela levará mais tempo e dará muito mais trabalho, mas ao menos será consistente e verdadeira, como tudo o que gosto nesta vida...
quarta-feira, junho 13, 2012
Em meio ao caos
A gente fica se perguntando quando foi que as coisas saíram do trilho, se é que um dia elas estiveram no trilho...
segunda-feira, junho 11, 2012
Isso é a vida real
Daí a gente descobre que não tem, nunca teve, nem nunca terá super poderes.
A gente se sente pequenina, frágil, triste e culpada, ao mesmo tempo em que torce prá que a sorte, desta vez, esteja ao nosso lado. E a gente promete que, depois dessa, nunca mais irá pedir nada a ela, nem a Ele.
terça-feira, junho 05, 2012
sexta-feira, junho 01, 2012
Não fritarás
Aquele momento em que você desiste de entender o mundo, as pessoas e o sentido da vida e decide apenas viver. Sem mais.
terça-feira, maio 29, 2012
A Teoria do Fluxo e/ou O Ponto de Mutação
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| Gráfico ilustrativo da Teoria do Fluxo |
Eu sempre tive uma sensação que me incomodava. A sensação de não entrar 100% nas coisas.
Era como se nada, ou quase nada, fosse bom o suficiente para que eu me dedicasse integralmente a isto. Era como se eu tivesse sempre esperando por algo ou alguém que merecesse minha atenção total.
Como este algo ou alguém nunca chegavam, eu vivia planando sobre as coisas. Era como se eu sempre molhasse a pontinha do pé, mas nunca enfiasse o pé todo na água, na jaca, onde quer que fosse.
Já faz um tempo que venho pensando sobre a importância de se entregar totalmente às coisas. Como não se sabe se este algo ou este alguém merecedor de atenção integral um dia vai chegar, talvez o melhor seja se garantir e mergulhar de cabeça no que temos hoje. A vida é agora e o momento de viver por inteiro é agora também. Este momento vai passar, as pessoas vão passar, este emprego tavez passe e a gente não quer olhar prá tras e dizer: Ah, se eu tivesse feito! Ah, se eu tivesse aproveitado!
Acho que as viagens são bons exemplos de momentos que aproveitamos integralmente. Quando viajamos fica nítida a sensação de oportunidade única. A gente nunca sabe se haverá uma próxima vez de pegar um avião e ir para um lugar distante. E, mesmo que haja, há tantos outros lugares a serem conhecidos que a gente pensa mesmo em aproveitar aquele em que estamos ao máximo possível.
Foi em meio a estes pensamentos que li um texto do Flavio Gikovate chamado “Um Roteiro para a Felicidade”. O texto é ótimo, daqueles que a gente sente que poderia ter escrito, tamanha a identificação. Nele há o seguinte parágrafo:
“Pessoas mais corajosas são mais livres e vivem mais o presente. São mais capazes de se envolver completamente nas suas atividades atuais, dedicando a elas plena atenção, condição na qual a vida flui (‘flow’), sendo este estado de plena concentração um dos importantes ingredientes da felicidade. Corresponde, até certo ponto, ao estado de meditação proposto pelo budismo”.
Daí fui eu atrás do tal “flow” no Google. E descobri que se trata de uma teoria de psicologia criada pelo americano Mihaly Csikszentmihalyi, em que ele diz que a chave para a felicidade está em dedicar-se 100% à atividade que se conduz no momento. Para ele, a realização, que precede a felicidade, é alcançada quando colocamos toda a nossa energia em algo que estamos fazendo, seja um trabalho, um esporte ou a leitura de um livro, por exemplo. Nos envolvemos tanto com uma tarefa que a execução dela em si torna-se prazerosa e gratificante. Bem, levando isto em consideração, torna-se desnecessário procurar aquele algo ou alguém que mereça nossa atenção. O segredo está em oferecer nossa atenção às atividades diárias e extrair daí satisfação para seguir em frente. É como se tirássemos dos afazeres diários a energia que nos levará adiante. Geramos, com tudo o que fazemos, o combustível que nos move.
A teoria lembra conceitos de meditação presentes no budismo e na yoga, em que estar entregue ao momento gera grande satisfação.
E me lembra também do livro “A Felicidade Desesperadamente” que aborda, justamente, a idéia de que a felicidade não é algo que chegará um dia, mas sim algo que se vive todos os dias.
Ser “por inteiro” sempre foi uma meta, daí o nome do blog. Acho que venho conseguindo certo êxito em ser “por inteiro” no que diz respeito a sentimentos e sinceridade, mas ainda há um bom caminho a ser percorrido quando se trata de entrega a tudo o que faço. Interessante ver que tudo converge para o mesmo ponto.
É claro que há pessoas evoluídas que já sabem disto há muito tempo, ou que vivem integralmente desde sempre. Já eu precisei de um pouco de teoria prá me incentivar a mudar as minhas práticas diárias.
Era como se nada, ou quase nada, fosse bom o suficiente para que eu me dedicasse integralmente a isto. Era como se eu tivesse sempre esperando por algo ou alguém que merecesse minha atenção total.
Como este algo ou alguém nunca chegavam, eu vivia planando sobre as coisas. Era como se eu sempre molhasse a pontinha do pé, mas nunca enfiasse o pé todo na água, na jaca, onde quer que fosse.
Já faz um tempo que venho pensando sobre a importância de se entregar totalmente às coisas. Como não se sabe se este algo ou este alguém merecedor de atenção integral um dia vai chegar, talvez o melhor seja se garantir e mergulhar de cabeça no que temos hoje. A vida é agora e o momento de viver por inteiro é agora também. Este momento vai passar, as pessoas vão passar, este emprego tavez passe e a gente não quer olhar prá tras e dizer: Ah, se eu tivesse feito! Ah, se eu tivesse aproveitado!
Acho que as viagens são bons exemplos de momentos que aproveitamos integralmente. Quando viajamos fica nítida a sensação de oportunidade única. A gente nunca sabe se haverá uma próxima vez de pegar um avião e ir para um lugar distante. E, mesmo que haja, há tantos outros lugares a serem conhecidos que a gente pensa mesmo em aproveitar aquele em que estamos ao máximo possível.
Foi em meio a estes pensamentos que li um texto do Flavio Gikovate chamado “Um Roteiro para a Felicidade”. O texto é ótimo, daqueles que a gente sente que poderia ter escrito, tamanha a identificação. Nele há o seguinte parágrafo:
“Pessoas mais corajosas são mais livres e vivem mais o presente. São mais capazes de se envolver completamente nas suas atividades atuais, dedicando a elas plena atenção, condição na qual a vida flui (‘flow’), sendo este estado de plena concentração um dos importantes ingredientes da felicidade. Corresponde, até certo ponto, ao estado de meditação proposto pelo budismo”.
Daí fui eu atrás do tal “flow” no Google. E descobri que se trata de uma teoria de psicologia criada pelo americano Mihaly Csikszentmihalyi, em que ele diz que a chave para a felicidade está em dedicar-se 100% à atividade que se conduz no momento. Para ele, a realização, que precede a felicidade, é alcançada quando colocamos toda a nossa energia em algo que estamos fazendo, seja um trabalho, um esporte ou a leitura de um livro, por exemplo. Nos envolvemos tanto com uma tarefa que a execução dela em si torna-se prazerosa e gratificante. Bem, levando isto em consideração, torna-se desnecessário procurar aquele algo ou alguém que mereça nossa atenção. O segredo está em oferecer nossa atenção às atividades diárias e extrair daí satisfação para seguir em frente. É como se tirássemos dos afazeres diários a energia que nos levará adiante. Geramos, com tudo o que fazemos, o combustível que nos move.
A teoria lembra conceitos de meditação presentes no budismo e na yoga, em que estar entregue ao momento gera grande satisfação.
E me lembra também do livro “A Felicidade Desesperadamente” que aborda, justamente, a idéia de que a felicidade não é algo que chegará um dia, mas sim algo que se vive todos os dias.
Ser “por inteiro” sempre foi uma meta, daí o nome do blog. Acho que venho conseguindo certo êxito em ser “por inteiro” no que diz respeito a sentimentos e sinceridade, mas ainda há um bom caminho a ser percorrido quando se trata de entrega a tudo o que faço. Interessante ver que tudo converge para o mesmo ponto.
É claro que há pessoas evoluídas que já sabem disto há muito tempo, ou que vivem integralmente desde sempre. Já eu precisei de um pouco de teoria prá me incentivar a mudar as minhas práticas diárias.
quarta-feira, maio 23, 2012
sexta-feira, maio 18, 2012
Estamos sempre buscando reconhecimento no olhar do outro.
Se não somos vistos, nós mesmos não percebemos nossas qualidades.
Se não somos valorizados, nos sentimos inferiorizados e desmotivados.
Mas é preciso entender que o olhar do outro é apenas o olhar do outro.
Nós somos o que fazemos, o que acreditamos e o temos por dentro. Isto ninguém rouba, ninguém tira e não há olhar capaz de anular...
Se não somos vistos, nós mesmos não percebemos nossas qualidades.
Se não somos valorizados, nos sentimos inferiorizados e desmotivados.
Mas é preciso entender que o olhar do outro é apenas o olhar do outro.
Nós somos o que fazemos, o que acreditamos e o temos por dentro. Isto ninguém rouba, ninguém tira e não há olhar capaz de anular...
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