"...você não vale a pena,
não vale uma fisgada dessa dor,
não cabe como rima de um poema, de tão pequeno
mas vai e vem e envenena,
e me condena ao rancor..."
"- Escrever não é falar. - Não? Qual a diferença? - É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardam. Se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer". (No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares)
terça-feira, agosto 29, 2006
quinta-feira, agosto 17, 2006
Stuck In A Moment
I'm not afraid of anything in this world
There's nothing you can throw at me
That I haven't already heard
I'm just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company
I never thought you were a fool
But darling, look at you
You gotta stand up straight, carry your own weight
These tears are going nowhere, baby
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and
now you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment and
you can't get out of it
I will not forsake, the colors that you bring
The nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted by the light you brought to me
I listen through your ears,
and through your eyes I can see
And you are such a fool to worry like you do
I know it's tough, and you can never get enough
Of what you don't really need now...
my oh my
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and you can't get out of it
Oh love look at you now
You've got yourself stuck in a moment and
you can't get out of it
I was unconscious, half asleep
The water is warm till you discover how deep...
I wasn't jumping... for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and
you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment and
you can't get out of it
And if the night runs over
And if the day won't last
And if our way should falter
Along the stony pass
And if the night runs over
And if the day won't last
And if your way should falter
Along this stony pass
It's just a momentThis time will pass
There's nothing you can throw at me
That I haven't already heard
I'm just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company
I never thought you were a fool
But darling, look at you
You gotta stand up straight, carry your own weight
These tears are going nowhere, baby
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and
now you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment and
you can't get out of it
I will not forsake, the colors that you bring
The nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted by the light you brought to me
I listen through your ears,
and through your eyes I can see
And you are such a fool to worry like you do
I know it's tough, and you can never get enough
Of what you don't really need now...
my oh my
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and you can't get out of it
Oh love look at you now
You've got yourself stuck in a moment and
you can't get out of it
I was unconscious, half asleep
The water is warm till you discover how deep...
I wasn't jumping... for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and
you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment and
you can't get out of it
And if the night runs over
And if the day won't last
And if our way should falter
Along the stony pass
And if the night runs over
And if the day won't last
And if your way should falter
Along this stony pass
It's just a momentThis time will pass
quarta-feira, agosto 16, 2006
segunda-feira, agosto 14, 2006
Agora... ou nunca mais
Eu quero um mundo de perfumes, carinho e livros bons.
Eu quero minha casa, uma vez na vida, com solzinho na janela, edredon fofo.
Eu não quero repetição, eu quero o novo e quero agora.
Férias eternas.
Música boa.
Trabalhar com que se gosta.
Eu quero a eterna insatisfação seguida da busca pelo novo, pelo melhor. Evolução.
Só assim me sinto viva. Só assim existo.Você? Nunca mais...
Eu quero minha casa, uma vez na vida, com solzinho na janela, edredon fofo.
Eu não quero repetição, eu quero o novo e quero agora.
Férias eternas.
Música boa.
Trabalhar com que se gosta.
Eu quero a eterna insatisfação seguida da busca pelo novo, pelo melhor. Evolução.
Só assim me sinto viva. Só assim existo.Você? Nunca mais...
quinta-feira, agosto 10, 2006
Me odeie
Não me chame de querida. Eu não quero ser sua linda, sua fofa. Por favor, não me mercantilize. Por favor, me ignore, me deixe de lado, me odeie. Eu quero que você tenha nojo de mim, eu quero que você me veja. Por favor, olhe para mim e diga se você não tem pena, se você não me mandaria pra bem longe. Por favor, me mande para outra dimensão. Me mande para outro espaço antes que este fique pequeno demais para nós dois. Por favor, me ignore, me exclua do seu grupo. Só te peço, não me ame, não me chame para a festa. Eu não quero que você me abrace, nunca, jamais me beije. Não me trate como qualquer, por favor, me odeie.
quarta-feira, agosto 09, 2006
Diga sete
Dizem que sete é o número que se deve utilizar para listas memorizáveis. As sete maravilhas do mundo, os sete hábitos de pessoas altamente eficazes, Branca de Neve e os sete anões.
Eu queria saber, quais são as sete coisas que você precisa fazer antes de se tornar uma pessoa séria.
Quais são seus sete medos, e as sete vergonhas pelas quais você ainda vai passar.
Suas sete maiores cagadas, e as sete verdades que você nunca queria ter dito.
Seus sete maiores erros, me diga quais são seus sete desejos inconfessáveis.
Me diga, você tem sete esperanças, sete sonhos?
Sete dias na semana para tornar-se uma pessoa melhor.
Sete porres, sete empregos errados, sete línguas para aprender, sete chances de ser melhor, sete arrependimentos, sete luzes no fim do túnel.
Sete momentos em que você acha que nunca vai se livrar deste peso, sete caras nada a ver, sete baladas chatas, sete baladas incríveis, sete vontades de te mandar prá bem longe.
Sete dias de solidão. Sete dias de incompreensão.
Sete vontades de voltar atrás.
Sete pessoas para sempre na sua vida.
Sete vidas.
Eu queria saber, quais são as sete coisas que você precisa fazer antes de se tornar uma pessoa séria.
Quais são seus sete medos, e as sete vergonhas pelas quais você ainda vai passar.
Suas sete maiores cagadas, e as sete verdades que você nunca queria ter dito.
Seus sete maiores erros, me diga quais são seus sete desejos inconfessáveis.
Me diga, você tem sete esperanças, sete sonhos?
Sete dias na semana para tornar-se uma pessoa melhor.
Sete porres, sete empregos errados, sete línguas para aprender, sete chances de ser melhor, sete arrependimentos, sete luzes no fim do túnel.
Sete momentos em que você acha que nunca vai se livrar deste peso, sete caras nada a ver, sete baladas chatas, sete baladas incríveis, sete vontades de te mandar prá bem longe.
Sete dias de solidão. Sete dias de incompreensão.
Sete vontades de voltar atrás.
Sete pessoas para sempre na sua vida.
Sete vidas.
quinta-feira, agosto 03, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006
quinta-feira, julho 27, 2006
Liberdade prá dentro da cabeça
A gente passa boa parte da vida procurando ocupações... preenchendo nosso tempo com coisas que justifiquem e dêem sentido à nossa existência.
Mas, é muitas vezes no intervalo entre uma ocupação e outra, entre uma coisa séria e útil e outra, que a gente se reconhece vivendo o que temos de melhor. Porque o melhor da vida é descobrir um prazer incrível em uma música velha perdida no computador, e dançar enlouquecidamente consigo mesma, e ver o próprio sorriso se abrir e ter a certeza de que nada nem ninguém pode entender completamente este momento, mas que isso não importa, já que nada nem ninguém pode entender exatamente o que existe dentro do nosso peito e de nossa cabeça, e que às vezes precisamos deste tempo para poder, sem querer, sem planejar, cair dentro de nós mesmos e mergulhar sozinhos no mais incrível vazio de explicações e limites, mas numa imensidão do maior significado que pode existir.
E saber que quem tem isso tem tudo, e que todas as atitudes, baladas, corpos, futuros, cabem neste universo particular invisível aos outros, mas totalmente e absolutamente completo e auto-sustentável.
Às vezes o que a gente precisa é simplesmente fechar a porta de casa, fechar as portas que permitem que outras pessoas invadam nossa vida, ligar o som bem alto para apagar o som do mundo exterior e abrir a mente, os ouvidos, o coração para o mundo que existe dentro de nós, e que é só nosso, e tão incrivelmente nosso, e entender que tudo faz sentido e nenhuma falsa felicidade mais é necessária quando se existe esta possibilidade tão mágica.
Mas, é muitas vezes no intervalo entre uma ocupação e outra, entre uma coisa séria e útil e outra, que a gente se reconhece vivendo o que temos de melhor. Porque o melhor da vida é descobrir um prazer incrível em uma música velha perdida no computador, e dançar enlouquecidamente consigo mesma, e ver o próprio sorriso se abrir e ter a certeza de que nada nem ninguém pode entender completamente este momento, mas que isso não importa, já que nada nem ninguém pode entender exatamente o que existe dentro do nosso peito e de nossa cabeça, e que às vezes precisamos deste tempo para poder, sem querer, sem planejar, cair dentro de nós mesmos e mergulhar sozinhos no mais incrível vazio de explicações e limites, mas numa imensidão do maior significado que pode existir.
E saber que quem tem isso tem tudo, e que todas as atitudes, baladas, corpos, futuros, cabem neste universo particular invisível aos outros, mas totalmente e absolutamente completo e auto-sustentável.
Às vezes o que a gente precisa é simplesmente fechar a porta de casa, fechar as portas que permitem que outras pessoas invadam nossa vida, ligar o som bem alto para apagar o som do mundo exterior e abrir a mente, os ouvidos, o coração para o mundo que existe dentro de nós, e que é só nosso, e tão incrivelmente nosso, e entender que tudo faz sentido e nenhuma falsa felicidade mais é necessária quando se existe esta possibilidade tão mágica.
sábado, julho 22, 2006
We try harder
Eu, ás vezes, sinto vontade de ser uma pessoa melhor.
Não exatamente um outra pessoa melhor, mas sim o meu melhor.
Não é uma questão de competitividade, não é aquele “mais que o possível” pregado pelas empresas aos seus funcionários.
É um melhor que deve vir de dentro, uma excelência de caráter, que trancenda o espiritual e se reflita nos meus olhos, na minha pele, na minha pessoa inteira.
Eu às vezes sinto que poderia ser tão mais, e que em alguns momentos fui tão, mas tão menos do que poderia ter sido, que isto me trás um misto de insegurança, culpa e raiva.
Insegurança porque dá medo de não conseguir ser tão “legal” quanto se pode ser, tão gentil, tão interessante, tão bonita e admirável.
Culpa por ter vivido situações desagradáveis e proporcionado tristeza a outras pessoas.
Raiva por ter passado por momentos ruins, por ter sido o meu pior em alguns momentos.
O Nick Hornby tem um livro chamado “How to be nice”, que discute algo mais ou menos assim: como ser legal? o que é ser legal, enfim?
Talvez ser legal seja ser do jeito que a gente se sinta bem consigo mesmo. Mas, será que dá pra se sentir bem consigo mesmo se os outros se sentirem mal com a gente? Por que às vezes a gente tem que fazer os outros se sentirem mal para poder a gente mesmo se sentir bem?
Será que todo mundo vai ser feliz no final? O quão longe fica o final? O que será que dá pra gente fazer para que os outros também se sintam bem, e aí gente se sinta ainda melhor por ter feito os outros se sentirem bem? Por que algumas pessoas são mais queridas do que outras simplesmente porque são? Será que o caráter bonito é mesmo inato? Como faz pra nascer de novo com um caráter lindo?
Não exatamente um outra pessoa melhor, mas sim o meu melhor.
Não é uma questão de competitividade, não é aquele “mais que o possível” pregado pelas empresas aos seus funcionários.
É um melhor que deve vir de dentro, uma excelência de caráter, que trancenda o espiritual e se reflita nos meus olhos, na minha pele, na minha pessoa inteira.
Eu às vezes sinto que poderia ser tão mais, e que em alguns momentos fui tão, mas tão menos do que poderia ter sido, que isto me trás um misto de insegurança, culpa e raiva.
Insegurança porque dá medo de não conseguir ser tão “legal” quanto se pode ser, tão gentil, tão interessante, tão bonita e admirável.
Culpa por ter vivido situações desagradáveis e proporcionado tristeza a outras pessoas.
Raiva por ter passado por momentos ruins, por ter sido o meu pior em alguns momentos.
O Nick Hornby tem um livro chamado “How to be nice”, que discute algo mais ou menos assim: como ser legal? o que é ser legal, enfim?
Talvez ser legal seja ser do jeito que a gente se sinta bem consigo mesmo. Mas, será que dá pra se sentir bem consigo mesmo se os outros se sentirem mal com a gente? Por que às vezes a gente tem que fazer os outros se sentirem mal para poder a gente mesmo se sentir bem?
Será que todo mundo vai ser feliz no final? O quão longe fica o final? O que será que dá pra gente fazer para que os outros também se sintam bem, e aí gente se sinta ainda melhor por ter feito os outros se sentirem bem? Por que algumas pessoas são mais queridas do que outras simplesmente porque são? Será que o caráter bonito é mesmo inato? Como faz pra nascer de novo com um caráter lindo?
sexta-feira, julho 21, 2006
Eu apenas queria que você soubesse
* Gonzaguinha
Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria
ainda está comigo
E que a minha ternura
não ficou na estrada
não ficou no tempo
presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina
hoje é uma mulher
E que esta mulher
é uma menina
que colheu seu fruto
flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer
a todo mundo que me gosta
que hoje eu me gosto muito mais
porque me entendo
muito mais também
E que a atitude de recomeçar
É todo dia, toda hora
É se respeitar na sua força e fé
Se olhar bem fundo
até o dedão do pé
Eu apenas queria que você soubesse
Que essa criança
brinca nessa roda
E não teme os cortes
das novas feridas
pois tem a saúde
que aprendeu com a vida
:)
Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria
ainda está comigo
E que a minha ternura
não ficou na estrada
não ficou no tempo
presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina
hoje é uma mulher
E que esta mulher
é uma menina
que colheu seu fruto
flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer
a todo mundo que me gosta
que hoje eu me gosto muito mais
porque me entendo
muito mais também
E que a atitude de recomeçar
É todo dia, toda hora
É se respeitar na sua força e fé
Se olhar bem fundo
até o dedão do pé
Eu apenas queria que você soubesse
Que essa criança
brinca nessa roda
E não teme os cortes
das novas feridas
pois tem a saúde
que aprendeu com a vida
:)
segunda-feira, julho 17, 2006
O que é meu é meu, o que é seu é nosso !?
Vai pensando que o que é meu é seu...
Não me importo em dividir... já precisei tanto que dividissem comigo.
Mas não gostaria que você pensasse que realmente é seu... pois isso lhe faria abrir mão do que de fato lhe pertence.
Eu não abro mão do que é meu, e sei o quanto essa luta vale a pena...
Não me importo em dividir... já precisei tanto que dividissem comigo.
Mas não gostaria que você pensasse que realmente é seu... pois isso lhe faria abrir mão do que de fato lhe pertence.
Eu não abro mão do que é meu, e sei o quanto essa luta vale a pena...
sexta-feira, julho 14, 2006
Ah, deixa prá lá!
Odeio ter que dizer isso, mas no mundo tem mais bizarrices e gente mal resolvida do que a gente imagina... e às vezes, sem querer, a gente pode incomodar muito mais do que pensa que é capaz...
Infelizmente tem quem corra atrás de suas alegrias e realizações... e quem fique assistindo e sofrendo pela felicidade dos outros.
É triste!
Mas, quer saber, tenho mais com que me preocupar!!!!!!
Infelizmente tem quem corra atrás de suas alegrias e realizações... e quem fique assistindo e sofrendo pela felicidade dos outros.
É triste!
Mas, quer saber, tenho mais com que me preocupar!!!!!!
quarta-feira, julho 12, 2006
Fill in the blanks
Outro dia ouvi uma teoria banal, mas com a qual concordei plenamente. “A vida é um grande vazio, que a gente preenche com tudo o que faz”. E, se a gente parar para pensar, é isso mesmo. Oficialmente, não nascemos com metas a serem cumpridas. Tirando nossas necessidades vitais, o resto é escolha. É eu quero isso e não aquilo ou isso me agrada mais do que aquilo.
Tudo o que nos é dado quando nascemos é um grande espaço entre a vida e a morte, um tapinha na bunda e infinitas possibilidades de escolhas a serem feitas.
Quando alguém escolhe por nós, tudo fica mais fácil. E muito mais chato também. Ainda há os muitos que acreditam que a vida só faz sentido dentro de um determinado modelo pré-estabelecido (casamento, profissão, filhos), mas definitivamente eu não! Minha única missão, minha única obrigação, é aprender a jogar o jogo das escolhas e preencher minha vida com coisas saudáveis e divertidas. E ver o tempo passando e o jogo ficando mais desafiador, mais estratégico, mais definitivo.
Tudo o que nos é dado quando nascemos é um grande espaço entre a vida e a morte, um tapinha na bunda e infinitas possibilidades de escolhas a serem feitas.
Quando alguém escolhe por nós, tudo fica mais fácil. E muito mais chato também. Ainda há os muitos que acreditam que a vida só faz sentido dentro de um determinado modelo pré-estabelecido (casamento, profissão, filhos), mas definitivamente eu não! Minha única missão, minha única obrigação, é aprender a jogar o jogo das escolhas e preencher minha vida com coisas saudáveis e divertidas. E ver o tempo passando e o jogo ficando mais desafiador, mais estratégico, mais definitivo.
quinta-feira, junho 15, 2006
Lembrando...
Recordar é viver, já dizia minha mãe!!!
É maravilhoso olhar para trás e ver o quanto de coisas boas já aconteceram... e saber que as lembranças são minhas, são parte de mim, e ninguém tasca!!!
É incrível imaginar o que está por vir e ter a certeza de que um dia ainda sentirei falta de tudo como é hoje... do jeitinho que as coisas são.
É muito bom estar viva e poder sentir alegria, tédio, euforia, prazer e certeza de que tudo pode ser muitíssimo bem vivido, exatamente como está sendo!!!
É maravilhoso olhar para trás e ver o quanto de coisas boas já aconteceram... e saber que as lembranças são minhas, são parte de mim, e ninguém tasca!!!
É incrível imaginar o que está por vir e ter a certeza de que um dia ainda sentirei falta de tudo como é hoje... do jeitinho que as coisas são.
É muito bom estar viva e poder sentir alegria, tédio, euforia, prazer e certeza de que tudo pode ser muitíssimo bem vivido, exatamente como está sendo!!!
sexta-feira, junho 09, 2006
Fugindo das inércias da vida
Eu tenho pensado recorrentemente sobre as inércias da vida. Sobre aquelas coisas que a gente vê que não estão legais, mas continua a fazê-las simplesmente pelo hábito, pelo impulso, pela impotência em fazê-las diferentes, ou de não fazê-las e começar algo totalmente novo e estimulante.
Por “pura coincidência” (rs duplos, um porque esta expressão me remete a uma ironia absoluta, dois porque coincidências puras simplesmente não existem),eu dei de cara hoje com dois textos mais ou menos sobre este assunto na revista Você S A.
E eles diziam, mais ou menos, o que eu penso. Diziam que a tendência hoje, em que temos tantas atividades, tanta coisa para ser cumprida, é a de virarmos robôs. Virarmos seres que não pensam e vão no automático, e aí se perdem em dois males. O primeiro é a ausência de prazer, pois a vida só tem graça se for curtida e degustada. O segundo é o risco do erro, porque tudo o que é mecânico pode falhar.
Estes textos falavam, ainda, sobre a importância do tesão na nossa vida, e sobre o quanto só o que é feito com paixão, prazer e vontade pode ser bem feito.
E é dessa inércia, deste anti-tesão, que eu tenho começado a fugir. Desta mania de transformar tudo em protocolo e meta, e perder o prazer no processo, a alegria de se acordar todos os dias com mil coisas a fazer.
Isso vale para tudo.
Vale para a vida profissional.
Vale para a vida educacional.
Vale para a amorosa.
Vale para a vida.
Livro: “Sem tesão não tem solução”, Roberto Freire
Inércia: "um corpo continua no seu estado de repouso (velocidade zero) ou de movimento retilíneo uniforme (velocidade constante), a menos que seja obrigado a mudá-lo pela ação de uma força externa".
Por “pura coincidência” (rs duplos, um porque esta expressão me remete a uma ironia absoluta, dois porque coincidências puras simplesmente não existem),eu dei de cara hoje com dois textos mais ou menos sobre este assunto na revista Você S A.
E eles diziam, mais ou menos, o que eu penso. Diziam que a tendência hoje, em que temos tantas atividades, tanta coisa para ser cumprida, é a de virarmos robôs. Virarmos seres que não pensam e vão no automático, e aí se perdem em dois males. O primeiro é a ausência de prazer, pois a vida só tem graça se for curtida e degustada. O segundo é o risco do erro, porque tudo o que é mecânico pode falhar.
Estes textos falavam, ainda, sobre a importância do tesão na nossa vida, e sobre o quanto só o que é feito com paixão, prazer e vontade pode ser bem feito.
E é dessa inércia, deste anti-tesão, que eu tenho começado a fugir. Desta mania de transformar tudo em protocolo e meta, e perder o prazer no processo, a alegria de se acordar todos os dias com mil coisas a fazer.
Isso vale para tudo.
Vale para a vida profissional.
Vale para a vida educacional.
Vale para a amorosa.
Vale para a vida.
Livro: “Sem tesão não tem solução”, Roberto Freire
Inércia: "um corpo continua no seu estado de repouso (velocidade zero) ou de movimento retilíneo uniforme (velocidade constante), a menos que seja obrigado a mudá-lo pela ação de uma força externa".
quarta-feira, maio 31, 2006
Auto-estima em prestações fixas
Vivem dizendo que o meu problema, o seu problema, o problema da humanidade, é baixa auto-estima. A gente tem que se amar, se colocar em primeiro lugar, se considerar linda e maravilhosa para merecer tudo de bom que nos é destinado... mas que ainda não recebemos pois não atingimos este incrível grau de auto-confiança.
Eu discordo inteiramente. Nosso problema não é baixa auto-estima. É outro. Um pequeno dispositivo regulador de auto-estima, e que não é forte o suficiente para mantê-la lá em cima por muito tempo.
Quando saio de casa para trabalhar, me sinto altamente merecedora de tudo de melhor que possa haver no mundo. Escolho a melhor roupa, o melhor sapato, seco o cabelo com secador para ele ficar bem lisinho e com um caimento ótimo e ainda dou aquela olhada no espelho para confirmar que está tudo da melhor forma possível . Saio feliz, cheia de motivos para sorrir e cantar e com energia para fazer um excelente trabalho, estudar horrores, ler tudo o que for aproveitável nos livros, jornais e revistas e merecer aquele elogio de minha chefe.
Mas, basta colocar os pés na rua, para perceber que as coisas podem ser bem mais complicadas quando não se está sozinha no mundo. E que toda aquela beleza, inteligência e força de vontade não são suficientes quando se está em mundo que há muito mais super-heróis do que seres humanos.
E aí, não há dispositivo regulador de auto-estima capaz de mantê-la em um nível adequado. E a gente chega ao ponto em que, acreditam todos, precisamos ouvir aqueles conselhos fantásticos do comecinho do texto.
Eu discordo inteiramente. Nosso problema não é baixa auto-estima. É outro. Um pequeno dispositivo regulador de auto-estima, e que não é forte o suficiente para mantê-la lá em cima por muito tempo.
Quando saio de casa para trabalhar, me sinto altamente merecedora de tudo de melhor que possa haver no mundo. Escolho a melhor roupa, o melhor sapato, seco o cabelo com secador para ele ficar bem lisinho e com um caimento ótimo e ainda dou aquela olhada no espelho para confirmar que está tudo da melhor forma possível . Saio feliz, cheia de motivos para sorrir e cantar e com energia para fazer um excelente trabalho, estudar horrores, ler tudo o que for aproveitável nos livros, jornais e revistas e merecer aquele elogio de minha chefe.
Mas, basta colocar os pés na rua, para perceber que as coisas podem ser bem mais complicadas quando não se está sozinha no mundo. E que toda aquela beleza, inteligência e força de vontade não são suficientes quando se está em mundo que há muito mais super-heróis do que seres humanos.
E aí, não há dispositivo regulador de auto-estima capaz de mantê-la em um nível adequado. E a gente chega ao ponto em que, acreditam todos, precisamos ouvir aqueles conselhos fantásticos do comecinho do texto.
terça-feira, maio 30, 2006
Faxina geral
Há momentos na vida em que dá vontade de mudar tudo. Fosse eu uma casa, eu faria um faxina geral. Começaria tirando o lixo, aquilo que realmente não tem nenhuma utilidade nem valor afetivo, e que, além de ocupar espaço, ainda polui e torna o ambiente desagradável.
Depois, faria a limpeza propriamente dita. Tiraria a poeira, passaria pano no chão, lavaria a cozinha, o banheiro.
Depois eu ia arrumar tudo o que restou, organizar e, por fim, eu veria o que estava faltando.
Então eu partiria para as compras. Acrescentaria prateleiras e armários novos, colocaria um belo vaso de flores muito coloridas na sala. Na verdade, acho que colocaria muitas flores em todos os cômodos.
Depois de tudo isso, eu abriria a porta para que o sol entrasse e, sentada na varanda, deixaria que ele penetrasse em mim e me aquecesse muito. E de olhos fechados eu pediria, ao sentir o seu calor, que eu não permitisse, novamente, que o lixo se acumulasse em minha casa.
Depois, faria a limpeza propriamente dita. Tiraria a poeira, passaria pano no chão, lavaria a cozinha, o banheiro.
Depois eu ia arrumar tudo o que restou, organizar e, por fim, eu veria o que estava faltando.
Então eu partiria para as compras. Acrescentaria prateleiras e armários novos, colocaria um belo vaso de flores muito coloridas na sala. Na verdade, acho que colocaria muitas flores em todos os cômodos.
Depois de tudo isso, eu abriria a porta para que o sol entrasse e, sentada na varanda, deixaria que ele penetrasse em mim e me aquecesse muito. E de olhos fechados eu pediria, ao sentir o seu calor, que eu não permitisse, novamente, que o lixo se acumulasse em minha casa.
quinta-feira, maio 04, 2006
Celebrando o vazio
Estamos na época da ausência de regras, ausência de limites, vivemos na anarquia pessoal. Aprendemos que podemos comprar nossa felicidade e ela vem em forma de pequenas cápsulas coloridas, em forma de roupas e de tudo o mais que se possa adquirir com dinheiro, e somente com ele.
Vivemos preenchendo nosso vazio existencial mas agora podemos fazê-lo das mais variadas maneiras. A religião cedeu espaço ao nada, a família cedeu espaço ao nada, as responsabilidades não são mais cabíveis e os limites não nos servem mais.
As perguntas continuam sem respostas, mas agora são mais perguntas e menos possibilidade de pensar. Quando se celebra o vazio e se ri do sério, parece que para as dúvidas só resta a possibilidade da negação.
Vivemos preenchendo nosso vazio existencial mas agora podemos fazê-lo das mais variadas maneiras. A religião cedeu espaço ao nada, a família cedeu espaço ao nada, as responsabilidades não são mais cabíveis e os limites não nos servem mais.
As perguntas continuam sem respostas, mas agora são mais perguntas e menos possibilidade de pensar. Quando se celebra o vazio e se ri do sério, parece que para as dúvidas só resta a possibilidade da negação.
quinta-feira, abril 13, 2006
A tristeza, aquela, de verdade...
No texto anterior eu falei sobre a felicidade.
Não a felicidade fingida, inventada, mas sim a felicidade de verdade. Aquela que você sente e, nem que quisesse, conseguiria explicar. Aquela conquistada, merecida, aproveitada.
Para que se sinta esta felicidade, é necessário ser humano, ser intenso, viver as coisas em sua completude. E quem vive por inteiro, por mais feliz que mereça ser, sofre.
O sofrimento, a tristeza, são tão parte da vida quanto a alegria. Não é possível escolher um deles. Na tentativa de optar por um ou outro, há aqueles que justamente inventam uma felicidade, ou se entrevam.
Quem vive de verdade, quem chora de verdade, vive a felicidade e a tristeza em sua plenitude.
E a tristeza de verdade, assim como sua opositora, é intensa.É doída e indesejada. Pode vir em decorrência de um fato novo ou de um fato antigo e, não importa quão antigo ele seja, a dor não é menor.
Ela é composta de pensamentos recorrentes, de reflexões profundas sobre a vida, as pessoas e, sobretudo, sobre nós mesmos. Não é possível fugir da tristeza, mas é possível fugir dos pensamentos por ela impulsionados. E, assim, perder a grande chance de retirar deste sentimento tão dolorido aquilo que ele nos traz de melhor.
Quem não se recusa a refletir e não tem medo de sofrer e chorar um pouco mais é capaz de aprender muito sobre si próprio. E descobrir que, se erramos, ao menos podemos não errar mais. E que se tornar uma pessoa melhor é um direito do ser humano, e a capacidade de mudar é privilégio dos inteligentes. Porque quem vive de verdade, e sofre de verdade, cresce mais do que os outros. E como um presente pelo mérito da reflexão tem a grande chance de ser uma pessoa ainda mais feliz.
Não a felicidade fingida, inventada, mas sim a felicidade de verdade. Aquela que você sente e, nem que quisesse, conseguiria explicar. Aquela conquistada, merecida, aproveitada.
Para que se sinta esta felicidade, é necessário ser humano, ser intenso, viver as coisas em sua completude. E quem vive por inteiro, por mais feliz que mereça ser, sofre.
O sofrimento, a tristeza, são tão parte da vida quanto a alegria. Não é possível escolher um deles. Na tentativa de optar por um ou outro, há aqueles que justamente inventam uma felicidade, ou se entrevam.
Quem vive de verdade, quem chora de verdade, vive a felicidade e a tristeza em sua plenitude.
E a tristeza de verdade, assim como sua opositora, é intensa.É doída e indesejada. Pode vir em decorrência de um fato novo ou de um fato antigo e, não importa quão antigo ele seja, a dor não é menor.
Ela é composta de pensamentos recorrentes, de reflexões profundas sobre a vida, as pessoas e, sobretudo, sobre nós mesmos. Não é possível fugir da tristeza, mas é possível fugir dos pensamentos por ela impulsionados. E, assim, perder a grande chance de retirar deste sentimento tão dolorido aquilo que ele nos traz de melhor.
Quem não se recusa a refletir e não tem medo de sofrer e chorar um pouco mais é capaz de aprender muito sobre si próprio. E descobrir que, se erramos, ao menos podemos não errar mais. E que se tornar uma pessoa melhor é um direito do ser humano, e a capacidade de mudar é privilégio dos inteligentes. Porque quem vive de verdade, e sofre de verdade, cresce mais do que os outros. E como um presente pelo mérito da reflexão tem a grande chance de ser uma pessoa ainda mais feliz.
Assinar:
Postagens (Atom)
