"- Escrever não é falar. - Não? Qual a diferença? - É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardam. Se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer". (No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares)
quarta-feira, abril 28, 2010
terça-feira, abril 27, 2010
A vida é morna
Preciso de uma rave, muita lama, muita chuva e sol depois.
Renovação, renascimento.
Preciso me cansar até o extremo. Preciso de extremos. Todos.
Chega de morno, chega de mais ou menos.
quinta-feira, abril 22, 2010
O futuro...
E será...
terça-feira, abril 20, 2010
Mario Quintana
segunda-feira, abril 12, 2010
Sentimentos também viajam pelo túnel do tempo
POESIA BOA É A QUE SE ESCREVE CHORANDO
Eu quero alguém que seja lindo, tão lindo que sua beleza não salte aos olhos de qualquer um, mas que se mostre a mim em cada gesto, em cada movimento, em pequenas características que tornem esta beleza um segredo íntimo.
Eu quero alguém que não esteja me procurando, e por quem eu não precise procurar. Mas que quando nossos olhares se cruzarem tenha certeza de que não sou mais uma, e que não tenha medo deste sentimento, e nem tente dominá-lo, e que também não tente convertê-lo em palavras.
Eu desejo alguém que saiba aproveitar cada segundo de felicidade, e que pense no presente muito mais que no futuro. Eu quero alguém que me tire o fôlego, e me faça rir, e ria de mim sem me intimidar, e que me faça gargalhar quando me leva a sério, e eu desejo que haja muita diversão em nossa vida.
Quem eu quero não precisa ser alto, nem baixo, nem gordo, nem magro, mas tem que me ver como a mais linda das mulheres, sabendo que deve cuidar de mim, mas não pode ter medo de me machucar.
Eu desejo alguém que tire o medo da minha vida, e que me abrace forte como a uma criança, mas que nunca me faça sentir frágil.
Quem eu quero precisa de mim, e sua vida nunca mais será a mesma depois de me encontrar, e me amará tanto quanto a si mesmo, e será capaz de mudar tudo por mim, mas não mudará nada, sabendo que eu não desejo a mudança, e sim a complexidade de ser dois, e ser um só.
Meu amor me dirá sempre a verdade, mas não precisará responder a todas as minhas perguntas, e com ele aprenderei a perguntar menos, e a compreender mais.
Se o amor vier, que venha em sua forma mais plena, para que eu possa ser tão feliz quanto sou.
quinta-feira, março 25, 2010
Invadiram meu bolso
Tudo o que sei sobre ela é que estuda no Centro Universitário São Judas Tadeus, retirou um livro no dia 8 de setembro de 2009 e está interessada no desenvolvimento do Brasil desde Getúlio Vargas até Lula.
Como o recibo foi parar lá, eu não sei. Sei que gostamos do mesmo tipo de calças. Ou não. Ela bem pode ter trocado justamente por não ter gostado... vai saber.
segunda-feira, março 22, 2010
Fonte
quinta-feira, março 18, 2010
Música
Há mais de 10 anos eu não ouvia, nem lembrava, da música que agora não sai da minha cabeça. Eu não gosto muito dela, nem ouvi recentemente, mas, de uma hora para outra, ela começou a tocar na minha cabeça e, acreditem, fez todo o sentido para mim...
quarta-feira, março 17, 2010
São como são
Os seus, apenas trejeitos, penduricalhos.
"Eu sou assim e pronto", ele disse. Se quiser gostar de mim, que seja do jeito que sou.
Ela, enlouquecia. Cada gesto, cada palavra, era uma tentativa de tentar agradá-lo, de ser para ele algo que ela não era.
“Não posso mais ficar com você, pois nossas personalidades não combinam”, ele disse.
Confusa, ela já não sabia se era ela que não combinava com ele, ou se era aquela outra, a nova, que tinha nascido após este encontro.
segunda-feira, março 15, 2010
sexta-feira, março 12, 2010
Amar é...
quinta-feira, março 11, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
Desejo
Eu quero a sina de um artista de cinema,Eu quero a cena onde eu possa brilhar,
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso onde eu possa me afogar...
terça-feira, março 09, 2010
Sem ensaio
segunda-feira, março 01, 2010
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
A influência da TV
Esta noite eu sonhei com a novela. Até aí, nada demais. Não seria a primeira vez que isto acontece. Além disto, eu não seria a primeira que, além de acompanhá-la diariamente, dedica boa parte de seus pensamentos – ainda que noturnos – a lembrar e relembrar a trama.
O problema é que eu não assisto à novela. Desde que vim morar sozinha, há pouco mais de um mês, ainda não comprei uma televisão. O que ia ser um item primordial, o primeiro na lista da fase dois da montagem da casa (a fase um incluiu pintura, armários e cozinha completa), caiu diversas posições na lista de prioridades. Perdeu feio para a máquina de lavar (tenho certeza de que eu e ela seremos grandes amigas), para o sofá e para a cama. Chego a pensar se, depois que eu tiver tudo isto, ainda vou querer uma televisão.
Mas, mesmo assim, eu sonhei com a novela. Sonhei que a mãe da Luciana dava um berro ao descobrir que a Dora estava na cama com o Marcos. Sonhei que a Luciana corria pela praia aos prantos pensando em como a vida dela estava difícil (tá bom vai, só no meu sonho mesmo para uma tetraplégica correr pela praia…). Sonhei com diversas cenas de sexo entre Dora e Marcos que, pasmem, tinha um corpo bem familiar.
Eu sempre tive sonhos criativos. Meu namorado diz que meu sonhos são super-produções. Além de terem histórias malucas e complexas, há ainda a riqueza de detalhes e as cenas impecáveis. Há sonhos dos quais me lembro há muito tempo. Foram como novelas que assisti um dia, e das quais nunca me esqueci. A diferença é que das novelas eu me esqueço.
Se eu já estava questionando a necessidade de ter uma televisão antes disto, agora me pergunto ainda mais. Além de ter esquecido de fato prá que ela serve (pela internet eu acompanho as notícias, pelos meus sonhos eu acompanho – ou invento – a novela, Lost eu baixo pela internet e, o que mais passa mesmo?), ainda fiquei assustada com o poder de influência dela em minha vida. Normal sonhar com a novela quando você a assiste diversas vezes por semana. Mas quando uma novela que eu não assisto e não gosto rouba o espaço reservado para as minhas próprias histórias, aquelas que invento baseada na minha própria vivência, e não na vivência da Aline Moraes ou do José Wilker, sinto que algo está errado. Uma influência que, para mim, passou do limite e invadiu um dos últimos espaços onde ninguém conseguia anunciar. Aviso aos publicitários: Eu juro que se colocarem merchandising no meu próximo sonho eu vou cobrar. E caro.
------------------------------------------------------------------
Há coisas que só a vida de quem mora sozinha faz por você. Exemplo? Acordar às 6h da manhã (ou melhor, às 5h, já que o horário de verão acabou de acabar), ligar o computador e escrever um texto pro blog, sem ninguém te perguntar o que foi, o que está escrevendo, porque já acordou, se não vai dormir mais etc etc… Ver o dia amanhecer da varanda e o céu de São Paulo passar de vermelho para azul também não foi nada mau. Para o meu dia ficar perfeito só faltava descobrir que o wireless do vizinho funciona perfeitamente aqui…
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Mar de livros
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Perda
Nascer é azul e rosa bebê. Tem bexigas, flores, presentes e chocolates.
Morrer é cinza. É tabu. Nele, ou não se fala, ou se inventa. A gente crê que seja céu, que seja azul. Mas falar, pensar, esperar, ah, isto ninguém quer.
Quantas pessoas já passaram pela sua vida? Por que não ficam? Mortas no mesmo mundo, viraram sombras daquilo que foram. Deixaram marcas.
De quantas pessoas, que nem sabem meu nome, que nunca se lembrarão de mim, eu ainda me lembro?
Ficaria feliz se, ao menos uma, de quem eu não me lembre, em mim pensasse agora.
Este texto me faz lembrar Luísa. Minha melhor amiga de infância. Talvez tenha durado meses, poderiam ter sido dias. Mas ali, naquele círculo amarelo, onde esperávamos a professora nos buscar, eu acreditei que seria prá sempre. Hoje vejo que de fato é. Luisa foi uma das primeras a passar, a ir embora. Tantas outras vieram. Triste pensar que quem está aqui hoje, amanhã não mais estará.
De fato, o vazio dói. A ausência machuca. O incompleto faz lembrar quem foi, e temer pelo dia em que você também irá.
terça-feira, janeiro 26, 2010
Morando sozinha
"Então é isso aí! Com tudo pronto, agora é só curtir a vida sozinho! Dormir no sofá, andar pelado pela casa, tomar leite direto da caixa, sair e não ter hora pra chegar... Mas e a louça na pia, a comida acabando, o lixo acumulando, a roupa suja se amontoando, a poeira fazendo rolinhos e andando pela casa...? É, camarada, a vida solo é dura! Devia ter pensado nisso antes de botar as patinhas pra fora de casa!"
Terra boa
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Quanto de nós cabe nesta rotina?
Tire algo de mim, e te direi quem sou.
Tire tudo de mim, e te direi o tamanho do meu vazio.
Não me preencha com esta rotina, me deixe com meu vão.
Rotina vã.
Hoje li sobre um casal que vive sem geladeira e sem televisão. Eles moram afastados da cidade. Não compram nada supérfluo.
Qual o tamanho do vazio deles? Com que preenchem?
quinta-feira, novembro 12, 2009
Puzzle
terça-feira, outubro 13, 2009
quarta-feira, outubro 07, 2009
segunda-feira, outubro 05, 2009
Testamento
Você que só ganha pra juntar
O que é que há, diz pra mim, o que é que há?
Você vai ver um dia
Em que fria você vai entrar
Por cima uma laje
Embaixo a escuridão
É fogo, irmão! É fogo, irmão!
Pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo... E você com todo o seu baú, vai ficar por lá na mais total solidão, pensando à beça que não levou nada do que juntou: só seu terno de cerimônia. Que fossa, hein, meu chapa, que fossa...
Você que não pára pra pensar
Que o tempo é curto e não pára de passar
Você vai ver um dia, que remorso!
Como é bom parar
Ver um sol se pôr
Ou ver um sol raiar
E desligar, e desligar
Mas você, que esperança... Bolsa, títulos, capital degiro, public relations (e tome gravata!), protocolos,comendas, caviar, champanhe (e tome gravata!), o amor sem paixão, o corpo sem alma, o pensamento sem espírito(e tome gravata!) e lá um belo dia, o enfarte; ou,pior ainda, o psiquiatra
Você que só faz usufruir
E tem mulher pra usar ou pra exibir
Você vai ver um dia
Em que toca você foi bulir!
A mulher foi feita pro amor e pro perdão
Cai nessa não, cai nessa não!
sexta-feira, outubro 02, 2009
Lição do dia
As pessoas sempre querem ter razão. Se você quer ser querido, concorde sempre. Esta é a regra número um.Também é importante sorrir e elogiar a roupa alheia. Ou o trabalho, ou o cabelo. Ou rir das piadas, engraçadas ou não.
Falar pelas costas não é problema. O importante é ser melhor amiga na frente.
Alguma coisa está fora da ordem, e a gente acaba cansando de nadar contra a corrente.
quinta-feira, outubro 01, 2009
I say a little prayer
Eu já usei este blog para desabafos, reclamações, revoltas, alegrias, dúvidas...enfim, eu costumo usar o blog para falar dos meus sentimentos. Eu não divulgo este endereço porque não acho que meus sentimentos interessem a muitos, mas os poucos que se interessam são bem-vindos, fico feliz em saber que alguém pára um pouco para me ouvir em mais profundidade.Obrigada por saber o que é o sentimento de gratidão.
quarta-feira, setembro 30, 2009
Sou mais macho que muito homem
sexta-feira, agosto 28, 2009
segunda-feira, agosto 17, 2009
sexta-feira, agosto 14, 2009
Liberdade, liberdade...
Eu quis com todas as minhas forças e agora ele, o maior de todos os sonhos, está realizado.
Ele é lindo, aconchegante e o melhor, é meu, meu e meu!
A chave do meu apê não é só a chave do meu apê. É um passaporte... para muitos e muitos outros sonhos.
14/agosto/2009. Uma data para não esquecer.
terça-feira, julho 28, 2009
À medida que fui crescendo, e enquanto minha mãe não olhava, eu fiz praticamente tudo o que queria. Coisas sem a menor necessidade. Mas com muita vontade.
Quando eu crescer mais, tem algo que não vou deixar de ensinar para minhas filhas.
Eu quero que elas saibam que, algumas coisas, embora sem necessidade, também não há problema nenhum em se fazer. O ponto é outro: são coisas que, simplesmente, não valem a pena.
sexta-feira, julho 24, 2009
Um dia se está no topo. No outro nos sentimos derrotados.
O curioso é percebermos que não temos o menor controle sobre o ciclo em que se está.
Muitas vezes, realizados com o que temos, com tudo aquilo que conquistamos, um vazio nos toma e diz que este tudo não vale nada.
Outras vezes, ao chegarmos ao fundo do poço, somos tomados por uma sensação leve, uma brisa, que nos faz pensar que tudo está bem.
Talvez seja a leveza de não se sentir responsável. Como uma criança, não temos metas nem objetivos. Apenas o nada. E, como crianças, podemos planejar, sonhar, almejar, desejar, sem a preocupação de conquistar ou não. Apenas querer…
Às vezes eu quero tanto… às vezes eu só quero não querer.
quinta-feira, julho 23, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Segunda-feira
terça-feira, março 17, 2009
Caminhos tortos
Quantas vezes uma mentira precisa ser contada para virar verdade? Para quem trabalha com relações públicas, a resposta pode ser diferente da resposta de uma mãe. Há quem diga que a verdade está acima de tudo. Há aqueles que dividem a mentira entre branca e preta.Uma vida sem mentira seria insuportável: Não, você não está bonita. Sim, você engordou mesmo. Seu trabalho não é bom, desculpe, mas você não tem capacidade.
Uma vida sem verdade seria insuportável. Como posso viver sem dizer o que sinto? Como posso viver sem saber o que você sente?
Há algum tempo, diria que a mentira é a pior atitude. A única imperdoável. A mais grave.
Hoje, pior do que a mentira, é a incapacidade de separar a mentira da verdade. As mentiras contadas mil vezes. Aquelas que, quem conta, já não sabe mais o que é. Aquela que faz com que você questione as verdades maiores, as suas verdades, e quase te convence a viver fingindo acreditar.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Brinde
Que venha 2009, e venha em sua plenitude.Que venham todos os anos novos, e venham por inteiro.
Que por inteiro sejamos em todos eles.
E por inteiro vivamos alegrias e frustrações.
Com frustrações vividas, sentidas, interiorizadas,busquemos mais forças para conquistar uma alegria a mais
Alegria saborosa. Alegria rica. Prazer intenso.
Já não importa se fugaz ou eterno.
O que é o tempo?
Já se foi 2008.
Que venha 2009.
segunda-feira, novembro 24, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
Lessons Learned
Tente!
O pior que vai acontecer é você não conseguir. Pelo menos, não levará consigo a culpa de não ter tentado.
:(
segunda-feira, maio 12, 2008
Festa no outro apartamento
Um vulcão. Um furacão.Um terremoto.
Sempre querendo seu outra. Sempre querendo ser mais.
Sorrindo por dentro, gargalhando.
Esperando acontecimentos. Prá sempre?
Eu espero... acontecimentos.
Só que, quando anoitece, é festa no outro apartamento.
Todo amor, vale o quanto brilha.
E o meu brilhava, e brilha de jóia e de fantasia.
E o que que há com nós dois, amor?
...
segunda-feira, janeiro 21, 2008
quarta-feira, dezembro 26, 2007
quarta-feira, novembro 21, 2007
Lei da oferta e da procura
terça-feira, julho 10, 2007
Pete Hautman
terça-feira, março 20, 2007
Uma música para o dia de hoje...
Three little birds, sat on my window
And they told me I don't need to worry.
Summer came like cinnamon ,so sweet,
Little girls double-dutch on the concrete.
Maybe sometimes,We’ve got it wrong, but it's alright.
The more things seem to change,the more they stay the same.
Oh, don't you hesitate.
Girl, put your records on,
tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
Blue as the sky,sunburnt and lonely.
Sipping tea in the bar by the road side.
(just relax, just relax)
Don't you let those other boys fool you.
Gotta love that afro hairdo.
Maybe sometimes,we feel afraid, but it's alright.
The more you stay the same,the more they seem to change.
Don't you think it's strange?
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.
Just more than I could take,pity for pity's sake.
Some nights kept me awake,I thought that I was stronger.
When you gonna realize,that you don't even have to try any longer?
Do what you want to.
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.(go let your hair down)
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.(hope get your dreams)
Just go ahead, let your hair down. (Baby, let your hair down)
Girl, put your records on,tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans, (Sapphire and faded jeans)
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
Oh, You're gonna find yourself somewhere, somehow
Corinne Bailey Rae
quinta-feira, março 08, 2007
Farsas solitárias
Porque estes fatos, e estes dados, me soam tão distantes que mal posso opinar. Porque eu fui criada por duas mulheres 40 anos mais velhas do que eu, que sempre trabalharam. Porque meu pai morreu quando eu tinha 5 anos e mal deixou lembranças. Porque eu tenho um irmão sete anos mais velho que hoje, quando telefono prá ele em plena terça-feira à tarde, está em casa dando frutinha para seu filho, pois sua mulher está fora, trabalhando e estudando.
E foi um choque para mim sair no mundo, e descobri que as mulheres que acreditam que devam servir e agradar o homem não são lenda. Assim como não o são aquelas que querem ter um emprego só para se ocupar, mas que acham que as contas da casa são obrigação dele.
Eu queria escrever um texto sobre o ser-humano que somos, que nasce e tem que decidir prá onde vai e o que vai fazer, e pode ir ou ficar independentemente de ser homem ou mulher. E pode ser delicado ou grosseiro, e ter um amante do sexo oposto ou não, e pode tantas outras coisas.
Mas quando eu me vi atrasada para o trabalho (de novo), e tão distante de tudo que a minha suposta ausência de limitação me prometeu, e quando bati o pneu na guia e vi aquela calota rodar prá tão longe, eu esqueci sobre o que ia escrever e pensei: “Que bom que eu não estou sozinha”.
quarta-feira, março 07, 2007
Assim não é, preste atenção
segunda-feira, março 05, 2007
Alívio para as segundas-feiras
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama..."
Por onde andei, Nando Reis
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Realidade
Loucura 10 X Normalidade 0
Naquele momento, início de 1999, todos com seus 17, 18, 19 anos, a Balada do Louco, dos Mutantes, parecia resumir tudo o que éramos e que seríamos, e ser louco era sinônimo de tantas outras coisas como ser engajado, ser culto, ser inteligente... ser jovem idealista e ser jornalista.
Naquela época, a atitude determinada de quem já sabia qual música deveria ser tocada dentro de quatro anos, como quem sabe o que será, pois não anseia a mudança e a evolução, já me pareceu um tanto arrogante.
Ao longo dos quatro anos, a pretensão de 160 adolescentes que queriam se destacar sendo mais loucos dos que os outros se tornou mais e mais insuportável, e ser normal passou a ser um prazer e um objetivo.
Oito anos se passaram... a loucura deu lugar à normalidade e a normalidade à loucura, e hoje, sem perceber ou fazer qualquer relação com o passado, percebi que a música que me define em meu perfil do orkut é a Balada do Louco...
E aos 26 anos, indo para o meu emprego em assessoria de imprensa de uma agência de publicidade, ouvia Raul Seixas no carro quando percebi que só quer ser louco quem é muito normal, assim como não há um normal que não tenha um tanto de loucura dentro de si...
“...Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim...
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno...
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura...
Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo...
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração...
E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou”
Raul Seixas, Meu Amigo Pedro
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Porque moro dentro de mim...
Eu sabia exatamente como seria meu apartamento, pois ele realmente existia em minha mente, e ele teria uma decoração moderna e leve, e na geladeira sempre haveria um suco gelado, e no quarto uma escrivaninha e na sala uma varanda onde eu poderia fumar um cigarro sem ser incomodada.
Pois bem, fizemos o protótipo, revisamos o esboço, já estamos na terceira ou quarta versão e o apartamento ainda não existe, a cintura não é tão fina e nem o cabelo tão longo... e às vezes me pergunto se há tanta leveza na vida quanto se imaginou... mas não tenho dúvidas de que aquela menina continua ali... na varanda, fumando seu cigarro... e imaginando como será aos 30... 35.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Linda saia
É o que eu sempre digo
Melhor viver a sua loucura, do que a loucura dos outros...
sábado, fevereiro 24, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
25 anos, 364 dias...
Ah, e não se esqueça de agradecer não somente por tudo que lhe foi dado até agora, mas principalmente por aquilo que você já conquistou.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Outra do Analista de Bagé
Seus métodos são certamente pouco ortodoxos, embora ele mesmo se descreva como "freudiano barbaridade".
E parece que dão certo, pois sua clientela aumenta.
Foi ele que desenvolveu a terapia do joelhaço.
Diz que quando recebe um paciente novo no seu consultório a primeira coisa que o analista de Bagé faz é lhe dar um joelhaço.
Em paciente homem, claro, pois em mulher, segundo ele, "só se bate pra descarregá energia". Depois do joelhaço o paciente é levado, dobrado ao meio, para o divã coberto com um pelego.
- Te abanca, índio velho, que tá incluído no preço.
- Ai - diz o paciente.
- Toma um mate?
- Na-não... - geme o paciente.
- Respira fundo, tchê. Enche o bucho que passa.
O paciente respira fundo.
O analista de Bagé pergunta:
- Agora, qual é o causo?
- É depressão, doutor.
O analista de Bagé tira uma palha de trás da orelha e começa a enrolar um cigarro.
- Tô te ouvindo - diz.
- É uma coisa existencial, entende?
- Continua, no más.
- Começo a pensar, assim, na finitude humana em contraste com o infinito cósmico...
- Mas tu é mais complicado que receita de creme Assis Brasil.
- E então tenho consciência do vazio da existência, da desesperança inerente à condição humana. E isso me angustia.
- Pois vamos dar um jeito nisso agorita - diz o analista de Bagé, com uma baforada.
- O senhor vai curar a minha angústia?
- Não, vou mudar o mundo. Cortar o mal pela mandioca.
- Mudar o mundo?
- Dou uns telefonemas aí e mudo a condição humana.
- Mas... Isso é impossível!
- Ainda bem que tu reconhece, animal!
- Entendi. O senhor quer dizer que é bobagem se angustiar com o inevitável.
- Bobagem é espirrá na farofa. Isso é burrice e da gorda.
- Mas acontece que eu me angustio. Me dá um aperto na garganta...
- Escuta aqui, tchê. Tu te alimenta bem?
- Me alimento.
- Tem casa com galpão?
- Bem... Apartamento.
- Não é veado?
- Não.
- Tá com os carnê em dia?
- Estou.
- Então, ó bagual. Te preocupa com a defesa do Guarani e larga o infinito.
- O Freud não me diria isso.
- O que o Freud diria tu não ia entender mesmo. Ou tu sabe alemão?
- Não.
- Então te fecha. E olha os pés no meu pelego.
- Só sei que estou deprimido e isso é terrível. É pior do que tudo.
Aí o analista de Bagé chega a sua cadeira para perto do divã e pergunta:
- É pior que joelhaço?
Luis Fernando Veríssimo, inicio da década de 80.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Tudo é possível

É ordem ou é confusão?
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá"
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Plante seu jardim...

As palavras certas, quando ditas pelas pessoas erradas, tornam-se vazias.
Quando ditas pelas pessoas certas, porém, ganham o dobro de significado.
Eu sempre gostei deste texto, mas agora ele falou ainda mais alto para mim...
"Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar a alma.
Aprende q amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança.
Que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas de cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as sua estradas no hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Aprende que sol queima se ficar exposto por muito tempo e que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.
Aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo às vezes e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar as dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e segundos para destruí-la.
Que você pode fazer coisas em um instante que se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
Que o importante não é o que você tem, mas quem você tem na vida.
Aprende que não temos que mudar de amigos se aceitarmos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que a vejamos.
Aprende que as circunstâncias e a os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos os responsáveis por nós mesmos.
Não se deve comparar com os outros , mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que você controla os seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexivel não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada seja a situação, sempre existem dois lados.
Aprende que paciência requer prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a se levantar.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e do que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Que há mais dos seus pais em você do q você suponha.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar, mas não de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito q você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado, você tem que aprender a perdoar-se.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coraçao foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Que o tempo não é algo que possa voltar pra trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores!"
sábado, fevereiro 10, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Prece
Eu só tenho um simples desejo...
Hoje eu só quero que o dia termine bem".
= )
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Noia 2
Se você quer ter, tem que ter saco prá cuidar...
quarta-feira, janeiro 31, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
A busca
"Eles olharam a roda gigante,
e de longe ela não parecia estar girando.
Mas era provável que estivesse sim."
Nick Hornby
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Dos nossos males
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais...
Mário Quintana
E a gente nem cobra ingresso...
É claro que no fundo todos vieram com vocação para serem atores da própria vida, personagens principais da própria história, viemos para dominar nosso próprio palco e fazer da nossa aventura imperdível para nós mesmos.
Mas a aventura, sinto dizer, é imperdível somente para nós mesmos, e não há graça que se compare a de viver intensamente.
Olhar para os outros é aprender, assimilar possibilidades, guiar-se por exemplos. Digerir, repensar, interpretar, e depois fazer tudo diferente, mesmo que seja exatamente igual.
Incomodam os olhares, as expressões faciais que fingem não serem reações. Incomodam os sorrisos de canto de quem não quer opinar,mais do que as opiniões abertas e claras.
Um dia, a gente cansa de se justificar, e decide apenas viver.
E entende porque há alguns que riem tanto.
É tão mais fácil...
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Assim é, se lhe parece...

"Ciranda da Bailarina"
Procurando bem todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem?
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem
Edu Lobo / Chico Buarque
quarta-feira, janeiro 24, 2007
terça-feira, janeiro 23, 2007
segunda-feira, janeiro 22, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
terça-feira, dezembro 19, 2006
Natal...

Este ano a sensação de fim de ano chegou mais cedo para mim. Em meados de outubro, o balanço de fim de ano já tinha sido concluído, com a devida sensação de rebarbas a aparar, e de tudo que precisava ser resolvido para que um novo ciclo pudesse se iniciar em terreno limpo e fértil.
Em novembro, tudo parecia caminhar bem, até que em dezembro algo saiu do trilho e tudo o que poderia dar errado deu, tudo que parecia caminhar para uma realização virou frustração, tudo o que já estava definido se indefiniu inesperadamente e as reações e atitudes foram as menos aguardadas, com os respectivos questionamentos respondidos das maneiras mais inacreditáveis, e a tristeza chegou para ocupar seu lugar quando só esperava estar triste novamente lá para junho do ano que viria...
Talvez por tudo isso, a leve melancolia natalina, que nunca precisou ser triste, tomou uma proporção de questionamento muito maior. A árvore do Ibirapuera, as canções natalinas em inglês, o enfeite gigante do Shopping Iguatemi, as cores do Banco Real, iluminaram a sensação de vazio diante de tanta miséria, de tanta fome, de tanta falta de oportunidade.
E por vezes tive vontade de ser uma criança de rua, só para poder destruir tudo durante a noite, e tirar de perto de mim a visão da falsidade ideológica que tomou conta de uma festa que deveria ser de amizade e colaboração.
Quem foi que permitiu que a data de nascimento do maior messias que já existiu virasse pretexto para movimentar o comércio, por que permitir que vermelho da Coca-Cola se espalhasse pelas ruas de um país como o Brasil, onde a seca mata milhares de pessoas de sede, onde está a igreja que não diz ao povo que esta é a maior mentira em que se pode acreditar... e não questiona o ridículo do ser-humano?
Eu não tenho vontade de comprar presentes de Natal... eu queria dar a todos que amo um trecho da Bíblia, que falasse sobre igualdade e sobre fraternidade, e que falasse sobre simplicidade e humildade.
E que mostrasse, sobretudo, a imagem de um presépio, provando que, quando de onde deveria vir acolhimento, surge somente incompreensão, arrogância, pretensão e injustiça, é de onde menos se espera que surge carinho e aquele abraço, aquele sorriso e aquela palavra que a gente simplesmente morreria se não pudesse sentir...
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Memórias de vida High-Tech
Validação, sensibilidade, vaidade, auto-estima, vontade de superar a mortalidade?
Na era em que o intangível supera o tangível, este é o lugar certo na história para colecionar, guardar e registrar experiências de vida.
As possibilidades incluem blogs - registro online de pensamentos e situações, que podem incluir álbum fotográfico, musical ou melhor ainda, vídeos - pura vida em movimento. ... Diferentemente do passado, estes momentos de vida não são mais guardados em uma linda caixa no fundo do armário, mas compartilhados com a própria solidão, com a família, amigos reais e virtuais internet afora...
Beth Furtado
sábado, dezembro 09, 2006
Do porquê de observar
Já não preciso mais olhá-la
Obrigada por me entregar o espelho
Com o qual enxerguei mais fundo minha alma.
Os poemas
Os poemas são pássaros que chegamnão se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mario Quintana
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Jardim interior
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Os degraus
terça-feira, dezembro 05, 2006
Agradecimento
quinta-feira, novembro 30, 2006
Mantenha o respeito
Não o silêncio que isola, o silêncio da solidão.
O silêncio da segurança e da tranqüilidade.
O silêncio de quem aprendeu a ouvir o que os outros pensam, mas não a se guiar por isso.
O silêncio de quem desistiu de esperar por reconhecimento, mas não de sentir orgulho de quem se é.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Acontecimentos
Só que quando anoitece
É festa no outro apartamento
Todo amor
Vale o quanto brilha
E o meu brilhava
E brilha de jóia e de fantasia
O que que há com nós dois, amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim
Era fácil
Nem dá prá esquecer
E eu nem sabia
Como era feliz de ter você
Como pode
Queimar nosso filme
Um longe do outro
Morrendo de tédio e de ciúmes
O que que há com nós dois, amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim
(Marina Lima/ Antonio Cícero)
terça-feira, novembro 21, 2006
Somos todos chatos
Terapia devia ser matéria na escola, e para andar na rua devia ser necessária carteirinha de bem resolvido. Seria da natureza do ser-humano a tentativa constante de auto-afirmação? Ou seria mais um fenômeno da sociedade sufocante em que tudo é competição?
A convivência é difícil, mas olhar para a beleza é um exercício que não pode ser substituído pela visão das chatices que insistem em saltar aos olhos.
Olho para mim e vejo minhas limitações, olho para o outro e vejo que ninguém é perfeito, embora tentemos o tempo todo nos provar que sim.
quinta-feira, novembro 16, 2006
Nóia
Imagine o belo, e aproveite um instante de tranqüilidade.
terça-feira, novembro 14, 2006
Saber e entender
Inexperientes, não percebemos que estamos exercitando o acumulo de conhecimento como exercitamos o acumulo de bens materiais e dinheiro. E crescemos acreditando que aprendemos algo.
Um dia parece que tudo começa a fazer um pouco mais de sentido. E, pela primeira vez, notamos que o conhecimento adquirido não é o mesmo que aquele que pode ser compreendido.
É como se não tivéssemos visto nenhum filme até hoje. Como recém alfabetizados, lemos as revistas pela primeira vez.
Ler o mesmo livro duas vezes nunca é uma repetição.
O livro ainda é o mesmo. Mas nós já não somos mais.
Pensar o mesmo texto duas vezes é impossível. Aquela que era pela manhã já não o é mais às 12h25.
sexta-feira, novembro 10, 2006
Metrópole
Esta insegurança faz a gente ficar mais fechado, mais falso e mais superficial também. Porque quando não dá para falar a verdade, e quando a gente não gosta de mentir, acaba falando de futilidades. Acaba colocando coisas menos importantes na pauta da conversa para evitar se abrir e contar coisas que não sabemos de que forma serão utilizadas.
A banalização de tudo banalizou a confiança também, e os conceitos de amizade, de coleguismo e parceria vão se diluindo. A sua vida é banal para o seu amigo, e a vitória do outro é banal para você.
Valorizar quem está ao seu lado virou um ato de submissão quando o que se precisa é mostrar como se é melhor, mais importante e mais sofredor. Sofrer virou motivo de orgulho e eu já não entendo mais nada.
quinta-feira, novembro 09, 2006
05/10/04O funk carioca desceu o morro e agora, em uma nova fase, virou fashion. Com ele chegou ao asfalto a alegria daqueles que sempre rebolaram em frente à televisão, frustrados por saberem que não seriam bem-vindos aos bailes funk. Desceu também a revolta de muitos que vêem as letras como alusão e incentivo à violência, ao sexo inconseqüente e à exploração da mulher. Sabemos que boa parte das letras trata de sexo, mas eu não saberia dizer se trata-se da maioria ou não. Independentemente disso, me incomoda menos o fato de haver letras consideradas “pornográficas” do que saber que existe um comportamento generalizado de valorização do corpo em detrimento da cultura, a famosa embalagem no lugar do conteúdo. E este comportamento não prevalece apenas entre os pobres, os miseráveis, mas muito mais entre as classes média e rica, que lotam clínicas de estética e de cirurgia plástica, em busca da beleza comprada, fácil e cara. Não me incomoda, no entanto, pensar que, em forma de música e dança, as mais acessíveis expressões populares, os moradores do morro carioca conseguiram mostrar à classe média e agora, ao poucos, ao mundo, a realidade de seus jovens, de seus homens e de suas meninas. Me incomoda profundamente pensar que meninas estão sendo exploradas sexualmente e ensinadas (por seus pais, mães, padrastos, amigos, pela TV, pelas novelas, pela “Malhação”, pelo cinema norte-americano etc) que seu papel é ser uma serviçal do sexo proporcionando satisfação aos homens. Mas me agrada a idéia de que as mulheres estão virando o jogo, em figuras surpreendentes como a de Tati Quebra-Barraco. Ao nossos olhos desacostumados à sinceridade o fato gera desconforto e um convite à revolta. Outro ponto. Há muitas músicas que não se referem ao sexo. Me parece muito interessante ouvir letras como “É som de preto, de favelado, mas quando toca, ninguém fica parado”; ou “Eu só quero é ser feliz, andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, e poder me orgulhar, e ter a consciência que o pobre tem seu lugar.” Aí sim eu vejo o verdadeiro papel do funk, dizendo que existe uma voz, um discurso, convertendo-se em música e festa. E que esta voz pode começar a ecoar no morro, e descer para o asfalto, e chegar à Vila Olímpia e em outros cantos do mundo. E essa voz pode chegar em forma de bem de consumo, assim como todos os sons e músicas que estamos ouvindo. Porque mercantilizamos tudo em nossa sociedade capitalista, mas quando o pobre começa a se dar bem neste meio, nos sentimos incomodados, sentimos nosso mercado e nossos espaços nas prateleiras ameaçados, e queremos que eles fiquem quietos nos morros sem ocupar “nosso” espaço nas lojas. Há ainda as letras vazias, aquelas que servem apenas para brincar, fazer festa e extravasar, como uma que diz algo como “acende o celular” etc e tal. Podemos dizer o que for, mas só quem nunca pulou marchinhas de carnaval sem o menor nexo poderá atirar a primeira pedra. Com relação a qualidade da música, não posso nem me arriscar a opinar porque sou uma ignorante musical assumida. Prefiro ficar quieta, pois entendo apenas de dançar, dar risada e me divertir.
As cores da vida
Faz um tempo que estou querendo falar sobre preconceito de uma forma mais longa, porque este é um assunto sobre o qual eu penso sempre e repetidamente e que me incomoda muito. Me incomoda não apenas porque eu sinta uma carga considerável de preconceito contra mim mas também porque sinto que eu já fui muito preconceituosa e que isso limitou muito minha vida até pouco tempo. Eventualmente eu até falo alguma coisa sobre o assunto mas não vou muito longe porque não quero tomar o tempo de quem está me ouvindo em momentos que geralmente são de descontração, fora que eu tô ligada que muitas vezes meus comentários parecem de caráter pessoal e sobre alguma atitude específica do meu interlocutor, e o medo de parecer agressiva acaba me fazendo ficar quieta.
Bom, vamos ao assunto: eu odeio preconceito. De todos os defeitos que uma pessoa pode ter tenho quase certeza que o preconceito é o pior. Porque o preconceituoso parte do princípio de que ele é superior, de que suas escolhas e suas preferências são superiores do que as dos outros, e de que os outros ainda não atingiram sua capacidade de avaliação das coisas, das músicas, das roupas, e não fazem escolhas tão apropriadas.
Eu não estou falando de preconceito de raça, de cor, de credo. Estes são os piores, certamente, mas sobre estes muito já se falou e já se tornou inclusive ultrapassado falar, pois se tornou ultrapassado ter este tipo de preconceito.
Mas muitos que se julgam abertos a conviver com pessoas de cor diferente da sua ou com uma atitude sexual diferente não percebem os pequenos preconceitos que repetidamente deixam sua vida menos completa.
É isso mesmo. O preconceito faz com que sejamos menos completos. Eu explico: se eu gosto da cor azul porque acho que o azul é a cor mais bonita, a mais chique, a mais sofisticada, até aí nenhum problema. Todos, ou muitos, tem preferência por uma cor. Mas se me recuso a olhar para o preto, porque o considero sem graça, depressivo, feito, dou uma cor a menos a minha vida. Isso vale prá tudo: artes em geral (música, literatura, cinema), moda, baladas, profissão, sexualidade. Vamos vestir todas as cores da vida!!! Ou ao menos conhecê-las, conversar com alguém que as veste. Vamos conhecer uma balada completamente diferente, falar com alguém que trabalha em uma área totalmente diferente da nossa, rir de nossas próprias preferências. Cuidado: o preconceito está enraizado em cada um de nós, e ser preconceituoso não é uma agressão contra o outro. É uma agressão contra nós mesmos. Preconceito é uma atitude limitadora que nos impede de conhecer todas as cores da vida.
quarta-feira, novembro 08, 2006
A Vida
Quando se vê, já são seis horas !
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos !
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...
Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente... não voltará mais."
Mario Quintana
terça-feira, outubro 31, 2006
Balança
Há algumas escolhas na vida que são de fato decisivas, definitivas, mas a verdade é que a vida é feita de muitas outras escolhas que são pequeninas, e parecem que não vão nos influenciar em nada.
São pequenas decisões que tomamos o dia inteiro, e que aparentemente são inofensivas, e que de fato realmente o são. Mas que, juntas, fazem a nossa vida ser o que é e não algo diferente, fazem com que no final de tantas pequenas opções tenhamos chegado neste lugar e não naquele.
E quando percebemos isso, percebemos também porque se deve dar importância às pequenas coisas, às pequenas atividades diárias, ao invés de simplesmente pensar que, por serem pequenas e simples, elas não merecem nossa atenção.
Compensação
É um exercício de persistência e paciência dedicar-se a estas pequenas coisas. Pois o impulso é de evitá-las, pular as etapas chatas e compensar a existência delas com atividades mais prazerosas.
O Eduardo Gianetti, em suas palestras baseadas no livro “Felicidade’”, diz que a realização profissional é fundamental e que, na ausência dela, acabamos partindo para compensações. A gente pode tentar compensar a insatisfação no trabalho fazendo compras, por exemplo.
Na verdade a gente tende a fazer isso em vários aspectos da vida, creio eu, e não somente no profissional. Problemas no relacionamento podem nos levar a compensar a frustração com comida... a ausência do pai pode nos levar a fumar... e assim por diante. A psicologia deve ter uma explicação bem consolidada para isso e eu não a conheço, mas espero poder um dia entender isso melhor.
As questões são: até que ponto o prazer da compensação nos fará felizes? O quanto de coisinhas chatas somos capazes de suportar? Dá prá acreditar que é possível sentir-se realizado sem buscar por estes prazeres mais acessíveis? Por que algumas pessoas parecem ser felizes com o que tem, sem necessidade de procurar por estas compensações?
segunda-feira, outubro 30, 2006
Espelho
Encontrou.
Ficou durante um tempo contemplando.
A mulher da fotografia, os cabelos brilhantes na paisagem sem sol da Escócia, olhava distante a relva verde: parecia que o mundo todo estava correto ali.
Não era o cabelo.
O que queria mesmo era estar naquele lugar, com aquele olhar, com aquela roupa.
Queria ser aquela mulher.
Mas percebeu que jamais seria.
Simplesmente porque ela era ela. E porque aquela mulher não existia.
Não era melancolia nem tristeza. Era o desejo de ser ela mesma.
Percebeu que só se encontrava no olhar dos outros.
E que estava, banalmente, condenada a ser ela mesma, a se inventar, espreitando as imagens de outras, que eram irremediavelmente outras".
Vânia Reis, psicoterapeuta. TPM, outubro de 2006.
quinta-feira, outubro 19, 2006
Eu não sou o MÁ-XI-MO??
O que lhe falta é olhar ao redor.
Mas não olhe somente prá tão perto.
Procure olhar além, veja onde você vive, vizualisse seu mundo, seu país.
Perceba quem é a sua sociedade.
Se você não os enxerga, não poderá me enxergar também.
Por que você não pára por um instante, e olha para quem está ao seu lado?
Por que você não procura enxergar o óbvio, e vê que há espaço para todos?
Pare, pense.
A felicidade do outro não inviabiliza a sua.
O que eu tenho a aprender com você?
Pare. Olhe. Aprenda algo comigo. E eu sei tão pouco...
quarta-feira, outubro 18, 2006
Ponha seu preço
Atribua seu valor.
Quando você se valoriza, tem sempre alguém ali, para te desvalorizar.
Quando você não se valoriza... é porque você não se valoriza.
Tem sempre alguém que precisa brilhar.
Tem sempre que ter um peão fosco.
Tem gente que não tem a grandeza de perceber o tamanho do céu.
segunda-feira, outubro 16, 2006
Vazio e cheio
Há um intervalo tão grande entre uma e outra...
Desconfio que este intervalo seja a vida.
Pena que, na ânsia de preenchê-la, acabamos esquecendo de viver.
quarta-feira, outubro 11, 2006
24/novembro/2004
terça-feira, outubro 10, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
sábado, outubro 07, 2006
Viva a diferença!
sexta-feira, outubro 06, 2006
Crescendo
Entendeu? haha












